segunda-feira, 28 de julho de 2008

Quando as comadres se zangam o povo desconfia

João Cravinho, antigo Ministro de Guterres, diz que a “a grande corrupção de Estado e política está a aumentar” no nosso país.
Em entrevista à Rádio Renascença, RTP2 e jornal Público, João Cravinho disse que “a grande corrupção de Estado e política tem vindo a aumentar” em Portugal, independentemente do partido que esteja no Governo. Segundo o antigo deputado socialista, o Conselho para a Prevenção da Corrupção – aprovado no Parlamento pelo PS – é “uma entidade de forte pendor governamental” em que alguns dos seus membros “vão ser juízes em causa própria”.
Em resposta a Cravinho, o líder da bancada socialista, Alberto Martins, disse que o PS “não recebe lições de combate à corrupção de João Cravinho”.
Tendo em conta que o antigo deputado esteve na origem de um pacote de medidas anti-corrupção que foi apresentado na Assembleia da República e rejeitado pelo próprio Partido Socialista, a coisa deixa-nos “com a pulga atrás da orelha…”
Uma coisa é certa, ninguém tem dúvidas que há corrupção no nosso país. E quando as “comadres se zangam” a discutir sobre o seu aumento ou não o povo desconfia.

domingo, 27 de julho de 2008

Capitão Moura: o Super-Herói

Portugal já tinha super-vilões, agora tem também um super-herói. Depois do “Apito Dourado”, do “Apito Final”, do “Caso da Fruta”, e de toda a vergonha que atravessa o futebol nacional, chegou um novo herói. O homem que pode voltar a devolver a dignidade ao desporto rei: Capitão Moura.
Homem justo, honesto, coerente e imparcial como se quer qualquer super-herói, este homem é a nova esperança nacional. Ao fim de semana ele é um normal adepto do futebol pelado, mas… durante a semana transforma-se num super-herói.
Aqui fica o Capitão Moura, esse nome mítico dos pelados.

“Liga dos Últimos”, programa sobre futebol, que passa na RTP1 (sextas, às 23:30). Provavelmente o melhor programa da televisão nacional…

Quando precisarem de ajuda chamem pelo Capitão Moura.

sábado, 26 de julho de 2008

Novos pobre-ricos

Numa entrevista publicada no Diário de Notícias, do passado dia 20, Manuel de Lemos – presidente da União das Misericórdias Portuguesas – referia que todas as semanas recebem, por correio electrónico, “dezenas de pedidos de ajuda alimentar”. E acrescenta que essas pessoas tentam “revelar o menos possível sobre si próprios e pedem ajuda para atravessar o período difícil que se vive e matar a fome”.
Manuel de Lemos, segundo o DN, alerta para um novo padrão de pobreza que foge ao típico retrato dos pobres. “São pessoas com um perfil diferente, que não vivem na miséria, mas estão à beira de entrar na pobreza; Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 ou 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome”.
A este novo padrão de pobreza, eu chamaria “pobres de espírito” ou mesmo “ter mais olhos que barriga”. Com o evoluir da nossa sociedade (de consumo) – principalmente depois dos anos 80 -, algumas pessoas habituaram-se a determinados níveis de vida e a ter, ou querer ter, determinados luxos que, por vezes, não têm capacidade económica para tal. É preciso fazer contas à vida antes de tomar qualquer decisão. Não chega usarmos o cartão de crédito. Não podemos viver (por muito tempo) acima das nossas possibilidades; Ainda esta semana vi na TVI – onde mais poderia ser?... – um individuo a explicar as suas dificuldades financeiras: ele recebia cerca de 800 euros por mês, tirava para pagar a casa, o carro, a mobília da sala, o plasma e… o ordenado não chegava. No final ainda lhe faltava dinheiro para a água, para a luz, para o gás e… para comer… Assim não é possível aguentar o barco muito tempo!
E estes novos pobres “se calhar não deixam de pagar a netcabo” para, depois, poderem mandar um e-mail a pedir ajuda… São os novos tempos!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

140 anos depois... e continua (quase) tudo na mesma

«Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.»
«Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»

Quem o escreveu foi Eça de Queiroz no jornal “O Distrito de Évora”, em 1867. É incrível a actualidade deste texto. 141 anos depois as coisas não mudaram muito…

João Vieira Pinto anunciou fim da sua carreira

João Vieira Pinto anunciou o fim da sua carreira de futebolista, aos 36 anos, dizendo que o seu futuro “muito provavelmente” continuará ligado ao futebol.
João Vieira Pinto, que não jogava desde Fevereiro, quando rescindiu com o Sporting de Braga, anunciou, assim, o fim da sua carreira de 20 anos como futebolista.
Um dos mais brilhantes jogadores nacionais de sempre, João Vieira Pinto foi o “menino de ouro” do Benfica (1992-2000) e impressionou no Sporting (2000-2004) fazendo dupla com Jardel. Ao longo da sua carreira fez cerca de três centenas de jogos e marcou 89 golos.
Na conferência de imprensa onde anunciou o fim da sua carreira, João Vieira Pinto disse que este “não é o dia mais alegre da minha vida, mas é uma nova fase” e sentir “vários sentimentos, mas há uma coisa que me enche de alegria, que é o meu filho entrar na Liga, no mesmo ano em que eu acabo a carreira”. A propósito da sua carreira como jogador profissional de futebol ainda acrescentou que “foi uma grande escola da vida”. Pelo menos, deve ter aprendido que não se deve agredir o juiz da partida…

terça-feira, 22 de julho de 2008

Naide Gomes bate recorde do salto em comprimento

Naide Gomes bateu, hoje, o recorde de Portugal do salto em comprimento durante o Meeting de Estocolmo.
Com um salto de 7,04 metros, a atleta portuguesa conseguiu acrescentar três centímetros ao anterior máximo nacional, que também já lhe pertencia. A menos de um mês dos Jogos Olímpicos de Pequim, este salto coloca Naide Gomes com a melhor marca mundial do ano em igualdade com a russa Lyudmila Kolchanova, vice-campeã mundial e campeã europeia.
Mais uma grande esperança para uma boa classificação nos próximos Jogos Olímpicos.

domingo, 20 de julho de 2008

Sócrates quer deixar a sua marca…

Tal e qual um boneco de banda desenhada ou um super-herói, José Sócrates quer deixar a sua marca (na história de Portugal) pela sua governação. Já conseguiu!
Esta tarde, durante o Congresso da Juventude Socialista, José Sócrates elogiou o Governo a que preside, sublinhando “a visão progressista” dos membros do seu Executivo, ao orientar a sua política “para a sociedade” (ver notícia aqui). Se calhar, é por isso que a sociedade já está desorientada…Qual Zorro, José Sócrates já se pode dar como satisfeito à frente do Governo; já conseguiu deixar a sua marca e da sua política na sociedade, basta ver os últimos números do INE e do Eurostat.
O Secretário-geral do Partido Socialista afirmou mesmo não se lembrar de nenhum Governo PS que “tivesse deixado tanta marca” na sociedade portuguesa… Estamos plenamente de acordo; acho que nem no Governo de António Guterres o PS conseguiu deixar tanta marca como a actual governação… infelizmente para os portugueses.
Segundo José Sócrates, “este Governo não cede para tratar da vida de ninguém, cede para dar mais oportunidades a todos” ­– mais oportunidades de ir para o desemprego, mais oportunidades de ver a inflação subir, mais oportunidades de acompanhar a subida dos combustíveis, mais oportunidades de ir ao supermercado e ver que os preços voltaram a subir…
Sócrates diz acreditar “num país sem preconceitos, um país confiante em si próprio, um país jovem e ambicioso”. Pois, pois… sem preconceitos: não se discrimina ninguém e há igualdade de oportunidades para todos – nem sequer é preciso ser engenheiro para ser primeiro-ministro; um país confiante: é o que se vê, pelas sondagens, somos dos países que menos auto-confiança têm; e um país jovem: onde a taxa de natalidade é das mais baixas da Europa.
Sócrates disse ainda que “o programa deste Governo é oferecer um país melhor aos jovens”. Sim, Espanha é um país melhor e fica mesmo aqui ao lado… parece-me ser uma boa oferta…

A fruta faz bem à saúde

Não há dúvida de que o Brasil é uma das paragens tropicais mais desejadas e que a fruta tropical tem boa saída… Sem dúvida que a fruta faz bem à saúde, e pode (ou não) estimular a libido de qualquer pessoa, bem como despertar a sua sensualidade. É tudo uma questão de gostos…
Assim, durante os meses de Verão (e não só), recomendo que se coma muita fruta; não só porque contém vitaminas, mas porque também ajuda a combater a desidratação.
Assim, se em Portugal temos os Moranguitos e as Moranguitas, do Brasil chega-nos outra fruta… bem mais tropical: a Melancia e o Melão (clicar para ver a fruta da época...).

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Salários dos portugueses não crescem

Mais notícias recentes… mais más notícias recentes… ou talvez não tão recentes, nem tão notícias…
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) anunciou que os salários dos portugueses caíram 2,6% em 2006 – esperem pelos números referentes a 2007… – e revelou, ainda, que a taxa de desemprego vai continuar a aumentar (ainda mais!) nos próximos seis meses e no próximo ano. Para fechar o quadro, o Banco Central Europeu aumentou a taxa de juros. É um panorama maravilhoso…
Aquilo que muitos de nós já sentimos no dia-a-dia é confirmado pela OCDE: Em Portugal, o vencimento anual de um trabalhador é menos de metade do que o dos trabalhadores dos restantes países da zona euro… como se isto não bastasse, a mesma Organização diz que os mesmos salários pequeninos caíram 2,6% durante o ano de 2006. Por este andar, quando saírem os números referentes a 2007 e 2008 já vamos andar todos a pedir… É muito triste ver o nível de vida das famílias portuguesas a diminuir constantemente. É caso para dizer que cada vez sobra mais mês no fim do ordenado…