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sábado, 14 de junho de 2008

Obrigado Scolari!

Ao que parece, já é oficial: Luiz Felipe Scolari vai deixar a Selecção Portuguesa no final do Euro 2008.
É pena! A “Era Scolari” à frente da Selecção portuguesa está a chegar ao fim. Compreendo que tudo tem um ciclo, tudo tem um fim. É verdade que ninguém fica indefinidamente no mesmo lugar mas, mesmo assim, é uma pena. Penso que Scolari ainda tinha muito para dar à Selecção.
Scolari conseguiu com a nossa Selecção (e com o país) aquilo que mais ninguém havia conseguido. Agora é preciso que quem vier a seguir saiba aproveitar e continuar o trabalho realizado por Scolari à frente da Selecção.
Ainda vou ver aqueles que criticaram o trabalho de Luiz Felipe Scolari à frente da Selecção, não só a elogiarem os resultados obtidos, mas também a desejar que ele não tivesse saído.
Obrigado Scolari!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

A Febre da Selecção

Na última meia dúzia de anos o país viu-se infestado por uma estranha epidemia – que tem vindo a aumentar com o passar do tempo. Assim, de dois em dois anos, há um estranho vírus que afecta a maior parte dos portugueses; é uma peçonha que provoca febre, histeria e uma certa dose de loucura.
É a Febre da Selecção.
A Febre da Selecção, normalmente, ataca em força (como já disse, de dois em dois anos), pelo início do Verão, sendo que os seus sintomas se começam a fazer sentir por alturas do estágio. Finalmente, quando começa o torneio – Campeonato do Mundo ou da Europa –, a febre alastra-se e a histeria ataca mais forte em dias de jogo.
Mas esta estranha febre tem efeitos secundários. O país vai parando, cada vez mais, jogo após jogo, vitória após vitória. É a loucura generalizada e, durante duas ou três semanas, o país deixa de ter problemas; acabam-se as preocupações com a subida dos preços dos combustíveis e dos bens de consumo, acabam-se as preocupações com a precariedade de emprego, com as desigualdades sociais e com os salários de miséria.
Deixem o povo berrar por Portugal e pela Selecção, deixem-no desfraldar a bandeira nacional, enfeitar janelas e sacadas com o verde e rubro nacional. Afinal de contas, daqui a uns dias a febre passa… acaba-se o sonho e a ilusão. É o regresso ao pesadelo do dia-a-dia num Portugal triste e cheio de mágoas.
Vamos aproveitar esta euforia por Portugal e convertê-la a favor de uma nação (inteira) que precisa que o seu povo se una e, todo uno, faça com que o país se volte a erguer.
Bom, agora, vou vestir a minha camisola, pegar na minha bandeira e no meu cachecol e vou, juntamente com os meus colegas, gritar por Portugal e assistir ao jogo da Selecção.
Que ganhe o melhor… Que ganhem os melhores…
PORTUGAL!