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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem acode ao 112?

Este país e as suas instituições são uma vergonha. Inclusivamente aquelas que, à partida, nos conferem um maior grau de confiança. Como é o caso do 112 - Número Nacional de Emergência.
Antes de avançar mais, quero deixar aqui um pedido de desculpas às pessoas que conheço e que trabalham para e com o 112, pois merecem-me todo o respeito e consideração.
Hoje, ao almoço, tive necessidade de chamar o 112. No restaurante, onde estava a almoçar, alguém se sentiu mal. Quando me apercebi da situação, já estavam a tentar ajudar e acalmar um senhor de idade, pelo que optei por chamar o 112. Estive mais de três minutos ao telefone sem que ninguém atendesse do outro lado. Felizmente o senhor ao fim de alguns minutos recompôs-se e, com maior ou menor dificuldade, foi para casa. Se por acaso fosse um episódio mais grave, onde estava a ajuda?
Esta foi a terceira vez, no espaço de meio ano, que tive necessidade de recorrer à ajuda do 112. Felizmente, todas elas sem consequências muito graves. De todas as vezes que liguei o 112 apenas da primeira consegui falar com alguém ao fim de cerca de três minutos... Era um incêndio nas traseiras de uma fábrica e, quando finalmente atenderam, já os bombeiros tinham chegado. Da segunda vez, também numa situação de incêndio, estive mais de cinco minutos agarrado ao telefone e não consegui falar com ninguém. Hoje, estive mais de três minutos e ninguém atendeu o telefone do outro lado da linha…
Onde está a ajuda quando precisamos dela?
Quem acode ao 112?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Oportunidade de negócio

Recentemente li num jornal diário que o Hospital do Barreiro contratou um médico oftalmologista espanhol para combater a lista de espera naquela especialidade médica.
Ao que parece, naquele Hospital, havia pacientes que aguardavam por uma intervenção cirúrgica há mais de um ano. Assim, esta foi a maneira (mais em conta) que o Hospital arranjou para diminuir a lista de espera.
O médico espanhol, em seis dias, realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas. Ou seja, segundo o jornal, fez tantas operações como cinco médicos portugueses num ano… e por metade do preço que normalmente é cobrado no serviço privado.
As notícias relatam que esta atitude da administração do Hospital do Barreiro causou algum mal-estar na Ordem dos Médicos e junto dos especialistas portugueses. Não percebo! Se as cirurgias foram bem realizadas e o respectivo acompanhamento médico garantido aos doentes, não só acho que é de louvar a atitude da administração do Hospital, como também acho que seria uma opção a ter em conta por outras instituições hospitalares e por outras especialidades onde as listas de espera são grandes.
A mim, parece-me é que está muita gente preocupada com as oportunidades de negócio que foram perdidas… Se há assim tanta falta de médicos no serviço público, que se baixem as médias para acesso à faculdade e que se abram novos estabelecimentos de ensino.

terça-feira, 6 de março de 2007

Consulta atrasada

Demorou dois anos! Demorou, mas chegou… ou melhor, vai chegar lá mais para o fim do mês.
Alguém, meu conhecido, teve um problema de saúde há cerca de dois anos. Depois de ter sido assistido de urgência no SAP da sua área de residência, foi seguido pelo médico de família. O seu clínico assistente aconselhou que se marcasse uma consulta e uma série de exames no hospital central.
Chegou agora – mais de dois anos depois – o postal com a data da dita consulta… Quando já todos pensavam que a consulta se tinha extraviado, eis que surge o postal. Finalmente o meu conhecido vai ficar a saber o que teve e o que causou o seu problema de saúde… há dois anos atrás.
Os nossos serviços de saúde funcionam muito bem… Felizmente o problema não era (muito) grave…

segunda-feira, 5 de março de 2007

Bienvenidos

Depois das Maternidades, este Ministério da Saúde quer fechar os serviços de urgência de alguns Centros de Saúde e Hospitais espalhados pelo país. Já não chegava termos que ir nascer a Espanha, termos que ir trabalhar para Espanha e, agora, quando estivermos doentes, também vamos ter que ir ao médico ao país vizinho. Isto está lindo!
Não era melhor mudarmos de vez para Espanha?