segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Os livros que estou a ler #14
Edgar Allan Poe, que construiu vertiginosos mundos de ficção, terror e aventura é, para os seus leitores, um grande desconhecido, menos real ainda do que os seus personagens fantasmagóricos. Esta é uma recriação romanceada de um dos possíveis Poe: aquele que viveu fascinado pela aventura e pelos riscos do mar.
Em meados do século XIX, um navio marcante que atravessava o Atlântico é abordado pelos piratas do espanhol Benito Soto, que assassinam brutalmente toda a tripulação. Apenas se salvaria um jovem marinheiro que falava espanhol e que tinha conhecimentos de navegação.
Alberto Fontes
Nasceu em Pontevedra, em 1964, e vive a paixão pelo mar e pelos escritores que sobre ele escreveram. Marinheiro, esteve embarcado em embarcações de pesca e navios mercantes; escritor, colabora regularmente na imprensa e é autor de um estudo sobre piratas e corsários.
Na mesa de cabeceira estão Edgar Allan Poe, José Saramago e Rodrigo Guedes de Carvalho.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Os livros que estou a ler #13
“O Beijo da Serpente”, de Ruth Rendell
O inspector Wexford não consegue descobrir nenhum motivo para o crime. Recusando-se a aceitar as evidências, o inspector seguirá a sua própria intuição que o levará a descobrir uma estranha mistificação que transforma a própria vítima em assassino. Uma história clássica e surpreendente, a análise da obsessão que leva a camuflar um crime menor, com outro de grande monstruosidade.
Ruth Rendell
Romancista policial inglesa, Ruth Barbara Grassman nasceu em 1930, na cidade de Londres. Desempenhou as funções de repórter e sub-editora em diversos periódicos regionais. Após o casamento retirou-se do jornalismo. Publicou o seu primeiro livro em 1964, com o título “From Doon With Death”. Neste romance, a escritora apresentava o inspector Reginald Wexford, detective da pequena localidade de Kingsmarkham, personagem que obteve desde o começo grande popularidade. Seguiram-se muitos outros volumes.
Durante a década de 80 começou a publicar romances policiais utilizando o pseudónimo Barbara Vine para exprimir uma sua faceta mais psicológica. A escritora já publicou cerca de meia centena de livros policiais e foi vencedora de vários prémios literários da especialidade.
Na mesa de cabeceira estão Alberto Fortes e José Saramago.
domingo, 4 de outubro de 2009
Os livros que estou a ler #11
Publicado em 1901, após a morte de Eça de Queirós, o livro conta-nos a história de Jacinto de Tormes narrada pelo amigo José Fernandes. Na narrativa são contados episódios relacionados com a personagem principal, servindo os factos da história de José Fernandes apenas como elos de ligação.
Jacinto nascera e sempre morara num palácio, no número 202 dos Campos Elíseos, rompendo totalmente com o passado camponês da sua família. A mudança de sua família de Tormes, no Douro, para Paris deveu-se ao seu avô. Jacinto, que detestava o campo, sempre foi rico e inteligente, voltando toda sua actividade para o conhecimento - amontoando no seu palácio livros (filosofia e ciências) e os aparelhos tecnicamente mais sofisticados da época.
José Fernandes, contrário a essa orientação tecnicista e mecanizada, vai registrando como Jacinto rompe totalmente com o seu passado na serra, deteriorando-se na vida da cidade, até à sua regeneração final com a natureza quando regressa a Portugal.
Eça de Queirós
José Maria Eça de Queirós (1845-1900), oriundo de uma família burguesa e culta, passou grande parte da sua infância longe dos pais. Estudou no Porto e em Coimbra, onde se formou em Direito. Em Coimbra, foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados avulso na revista “Gazeta de Portugal”, foram depois compilados em livro, publicado depois da sua morte sob o título “Prosas Bárbaras”.
Exerceu carreira diplomática, tendo sido cônsul de Portugal em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Da sua vasta obra destacam-se “O Mistério da Estrada de Sintra”,”O Crime do Padre Amaro”, “A Tragédia da Rua das Flores”, “O Primo Basílio”e, a sua mais importante obra, “Os Maias”. O seu último livro foi “A Ilustre Casa de Ramires”. Eça de Queirós morreu a 16 de Agosto de 1900, em Paris. Os seus trabalhos foram traduzidos em cerca de vinte línguas.
Na mesa de cabeceira estão Ruth Rendell e Alberto Fortes.
domingo, 24 de maio de 2009
Os livros que estou a ler #10
Era uma vez um Rei - D. João V - que fez a promessa de construir um convento em “troca” de um filho herdeiro ao trono. A acção decorre no reinado de D. João V e conta-nos a história da construção do Convento de Mafra, do povo que o construiu e a história de um padre que queria voar – S. Bartolomeu de Gusmão. Neste romance, José Saramago mistura factos reais com personagens criados por si, como é o caso de Baltazar, um soldado maneta e de Blimunda, uma mulher com poderes especiais.
“Memorial do Convento”, publicado em 1982, serviu de base à ópera, “Blimunda”, com música do italiano Azio Corghi, estreada em 1998, em Milão.
José Saramago
José Saramago nasceu no Ribatejo em 1922. Romancista, poeta e dramaturgo, autodidacta, José Saramago apenas concluiu estudos secundários, devido a dificuldades económicas familiares. Desenvolveu um percurso profissional do jornalismo à política, com experiências em serralharia, produção e edição literária, desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, e em tradução. Colaborou como crítico literário na revista “Seara Nova”. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Foi director de diversos jornais nacionais.
Publicou o seu primeiro romance, “Terra do Pecado”, em 1947, tendo estado sem publicar até 1966. O seu livro “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, 1991, gerou alguma polémica e “Ensaio sobre a cegueira”, publicado em 1995, foi adaptado ao cinema.
Da poesia ao romance, passando pelo conto, crónica, viagem e teatro, é um dos autores portugueses contemporâneos mais conhecido e distinguido internacionalmente: Prémio Nobel da Literatura, em 1998; Prémio Camões, o mais importante galardão literário da língua portuguesa, em 1995.
Saramago vive actualmente em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.
Na mesa de cabeceira estão Ruth Rendell, Eça de Queirós e Alberto Fortes.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Os livros que estou a ler #7
A homenagem do escritor a uma série de génios de eleição – Dédalo, Goya, Rimbaud, Débussy, Fernando Pessoa, Lorca, Freud, entre outros.
Como Tabucchi escreve na nota de introdução, “tive muitas vezes o desejo de conhecer os sonhos dos artistas que amei”. Assim, inventa, ele próprio, através da literatura aquilo que seriam os sonhos dos seus “artistas favoritos”.
Antonio Tabucchi
Antonio Tabucchi nasceu em Pisa, Itália, em 1943. É professor de literatura portuguesa do Departamento de Português da Universidade de Pisa e especialista em Fernando Pessoa. Apreciador também de literatura brasileira, traduziu poemas de Carlos Drummond de Andrade e o romance “Zero”, de Ignácio de Loyolla Brandão. O autor já publicou entre outros “A Cabeça Perdida de Damasceno Monteiro”, “Afirma Pereira” – que já foi adaptado para cinema, “ Nocturno Indiano”, “O Anjo Negro” e “Os Três Últimos Dias de Fernando Pessoa”.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Um livro é um amigo
O referido estudo revela que só 57 por cento dos portugueses lêem livros – um número que nos deixa pouco à vontade comparativamente com o resto dos países da União Europeia. É verdade que, se olharmos para dez anos atrás, hoje os números são mais simpáticos. É verdade que cada vez se vendem e se editam mais livros em Portugal. Também é verdade que se um livro nos pode “abrir os olhos”, os preços dos livros fazem-nos abri-los ainda mais…
Ler um livro é a maior liberdade que podemos ter! Um livro é um amigo que nos ensina coisas (às vezes sem nos apercebermos) e que nos recorda outras que julgávamos esquecidas. Um livro – qualquer que seja – tem o poder de nos “levar” para qualquer outro lugar – sentados no sofá da sala, na cadeira da esplanada ou no banco do jardim podemos correr mundo, viver aventuras ou “conhecer” pessoas.
Eu gosto de ler. Eu gosto de livros. Gosto do livro enquanto instrumento de leitura e gosto dele enquanto objecto em si – gosto de olhar para eles, de lhes tocar, de sentir as páginas, de cheirá-los quando são novos.
A partir de hoje, vou partilhar convosco as minhas leituras.