Portugal é um país de atletas. Todos nós passamos por desafios e temos várias provas para superar diariamente. Todos nós somos atletas e todos nós ganhamos medalhas. As nossas medalhas são as nódoas negras dos pontapés que a vida nos vai dando dia após dia.
Ao contrário dos atletas nacionais, a maioria dos portugueses conquistam muitas medalhas. Num país como o nosso, os portugueses têm de ser uns verdadeiros atletas: vivemos o dia-a-dia a correr do trabalho para casa e de casa para o trabalho, como se corrêssemos uma maratona; fazemos ginástica acrobática para tentar equilibrar o orçamento familiar; nadamos constantemente em contas e procuramos não nos afogar em dívidas.
Nós, portugueses, somos os atletas melhor preparados para as olimpíadas da vida – aquelas que não ocorrem de quatro em quatro anos, mas sim dia após dia.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
De manhã estou bem é na caminha… não tenho espírito para isto…
Frases do tipo “De manhã estou bem é na caminha…”, “Acho que afinal não vou correr os 5.000 metros porque as africanas estão cá e são muito fortes, logo não vale a pena", ou “não tenho espírito para isto…” foram proferidas por alguns dos nossos atletas olímpicos em (con)sequência dos maus resultados.
Declarações destas são próprias para graçolas do género “Os Malucos do Riso” ou, neste caso, Os Malucos em Pequim… É este o espírito olímpico nacional… perdão, é este o espírito (da grande maioria) nacional.
E, depois disto, ainda vem o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, - que também sabe contar umas graçolas - dizer que “os atletas são melhores a fazer desporto do que a prestar declarações”. Por mim, acho que os atletas portugueses são "bons de língua" e nas declarações safam-se bem… já nas provas desportivas deixam muito a desejar.
Declarações destas são próprias para graçolas do género “Os Malucos do Riso” ou, neste caso, Os Malucos em Pequim… É este o espírito olímpico nacional… perdão, é este o espírito (da grande maioria) nacional.
E, depois disto, ainda vem o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, - que também sabe contar umas graçolas - dizer que “os atletas são melhores a fazer desporto do que a prestar declarações”. Por mim, acho que os atletas portugueses são "bons de língua" e nas declarações safam-se bem… já nas provas desportivas deixam muito a desejar.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Bons atletas até temos…
Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e Desporto, sublinhou esta quarta-feira que a participação de um pequeno país, “débil” como Portugal, nos Jogos Olímpicos é uma “tremenda aventura” (ver notícia aqui).
O governante nacional explicou que “para um país como Portugal, os Jogos Olímpicos são uma tremenda aventura. Porquê? Porque nós somos o país que somos: 10 milhões de habitantes, uma economia débil, uma formação técnica débil, poucos técnicos qualificados, poucos jovens na prática desportiva e somos um país pequeno na Europa, a que pertencemos. E no mundo, então, somos um país muito pequeno”.
Efectivamente, senhor secretário de Estado, o nosso país é pequeno (em área), mas já fomos grandes – dos maiores! E, senhor secretário de Estado, somos pequenos (em área, volto a frisar) e temos uma economia “débil”, mas recordo-lhe países como a Jamaica - mais pequeno que Portugal - e a Etiópia ou o Quénia - certamente com uma economia bem mais “débil” que a nossa -, onde não faltam campeões.
E, senhor secretário de Estado, lembro-lhe que cabe ao seu Governo tornar a economia nacional menos “débil” e, cabe-lhe a si contribuir para diminuir a nossa “formação técnica débil”, fazer com que não tenhamos tão “poucos técnicos qualificados”, e criar condições para deixarmos de ter “poucos jovens na prática desportiva”.
E já agora, apesar da falta de dinheiro, da falta de melhores condições e de “técnicos qualificados”, temos muita força de vontade e muito “amor à camisola”. Lembro-lhe o nome de alguns dos nossos campeões: Naide Gomes, Nelson Évora, Francis Obikwelu (Atletismo), João Costa (Tiro), Emanuel Silva (Canoagem), Telma Monteiro (Judo) e Vanessa Fernandes (Triatlo).
Bons atletas já temos, agora só nos faltam melhores governantes…
O governante nacional explicou que “para um país como Portugal, os Jogos Olímpicos são uma tremenda aventura. Porquê? Porque nós somos o país que somos: 10 milhões de habitantes, uma economia débil, uma formação técnica débil, poucos técnicos qualificados, poucos jovens na prática desportiva e somos um país pequeno na Europa, a que pertencemos. E no mundo, então, somos um país muito pequeno”.
Efectivamente, senhor secretário de Estado, o nosso país é pequeno (em área), mas já fomos grandes – dos maiores! E, senhor secretário de Estado, somos pequenos (em área, volto a frisar) e temos uma economia “débil”, mas recordo-lhe países como a Jamaica - mais pequeno que Portugal - e a Etiópia ou o Quénia - certamente com uma economia bem mais “débil” que a nossa -, onde não faltam campeões.
E, senhor secretário de Estado, lembro-lhe que cabe ao seu Governo tornar a economia nacional menos “débil” e, cabe-lhe a si contribuir para diminuir a nossa “formação técnica débil”, fazer com que não tenhamos tão “poucos técnicos qualificados”, e criar condições para deixarmos de ter “poucos jovens na prática desportiva”.
E já agora, apesar da falta de dinheiro, da falta de melhores condições e de “técnicos qualificados”, temos muita força de vontade e muito “amor à camisola”. Lembro-lhe o nome de alguns dos nossos campeões: Naide Gomes, Nelson Évora, Francis Obikwelu (Atletismo), João Costa (Tiro), Emanuel Silva (Canoagem), Telma Monteiro (Judo) e Vanessa Fernandes (Triatlo).
Bons atletas já temos, agora só nos faltam melhores governantes…
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