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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Lição de vida

Os Jogos Paralímpicos 2008 de Pequim terminaram.
Os atletas portugueses conseguiram sete medalhas. Sem polémicas e sem frases bombásticas. Pode-se dizer que foi “chegar, ver e vencer”. Que estes resultados, a dedicação e a postura destes atletas sirvam de exemplo… aos atletas olímpicos nacionais e aos portugueses em geral. Não há resultados sem esforço.
Para a Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes as sete medalhas – uma de ouro, quatro de prata e duas de bronze – conquistadas nas modalidades de atletismo, boccia e natação pelos atletas portugueses dignificaram o país, dado o elevado nível da competição.
A Federação vai propor a melhoria das condições de preparação para os Jogos de Londres (2012), e defende um aumento das bolsas pagas os paralímpicos, que recebem actualmente um terço dos atletas olímpicos – os atletas envolvidos no projecto paralímpico receberam bolsas cujos valores variaram entre os 140 e os 350 euros mensais.
Com menos apoios, menos condições e menos dinheiro, estes atletas conseguem melhores resultados que os atletas olímpicos. Está aqui uma grande lição de vida!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Galeria de Imagens




Agora que os Jogos Olímpicos de Pequim terminaram resta-nos deliciar os olhos e, quem sabe, a alma com algumas das (magníficas) imagens que os fotógrafos captaram.
Das muitas “galerias” disponíveis na internet, deixo-vos três sítios com álbuns digitais on-line: o jornal português Público (com imagens da agência Reuters); a revista norte-americana Time (com imagens dos fotógrafos da revista Sports Illustrated); e a própria Sports Illustrated.
Fiquem com alguns exemplos e… até daqui a quatro anos em Londres…

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O que uma medalha faz…

Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), anunciou na passada terça-feira, após a baixa prestação e palavras menos felizes dos atletas nacionais, que tencionava abandonar o cargo no fim do actual mandato (em Dezembro próximo).
Agora, após a medalha de ouro de Nelson Évora, no Triplo Salto nos Jogos de Pequim, Vicente Moura admitiu continuar à frente do COP se conseguir reunir o apoio das diferentes federações para efectuar as alterações que julga necessárias serem feitas no desporto nacional.
Eu continuo a achar que a prestação dos atletas portugueses foi bastante baixa em relação ao que conseguiram antes dos Jogos Olímpicos. Mas, pelos vistos Vicente Moura pensa diferente. Enquanto não havia medalha (de ouro) éramos umas bestas. Agora, com a medalha de Nelson Évora, passamos a bestiais. O que uma medalha faz…
Senhor Moura, penso que chegou a hora de se afastar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Medalha de ouro para Nelson Évora



Finalmente uma medalha de ouro para Portugal! Parabéns Nelson Évora! Obrigado!
É a primeira, e provavelmente a única, medalha de ouro conquistada por Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim. Nelson Évora saltou 17,67 m ao quarto ensaio, deixando a concorrência sem folêgo para "voos" maiores.
É a primeira medalha de ouro numa disciplina técnica do atletismo e a quarta conquistada em Jogos Olímpicos da Era Moderna, depois dos triunfos de Carlos Lopes (maratona, Los Angeles 1984), Rosa Mota (maratona, Seul 1988) e de Fernanda Ribeiro (10.000m, Atlanta 1996).
Curioso, é que somando a medalha de ouro de Nelson Évora, no triplo salto, à medalha de prata de Vanessa Fernandes, no triatlo, a missão portuguesa atinge um lugar inédito no medalheiro, conseguindo assim o melhor par de resultados desde sempre… É que, apesar da má prestação da maioria dos atletas nacionais, Portugal nunca havía ganho uma medalha de ouro e outra de prata nos mesmos Jogos.
Há coisas irónicas...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

De manhã estou bem é na caminha… não tenho espírito para isto…

Frases do tipo “De manhã estou bem é na caminha…”, “Acho que afinal não vou correr os 5.000 metros porque as africanas estão cá e são muito fortes, logo não vale a pena", ou “não tenho espírito para isto…” foram proferidas por alguns dos nossos atletas olímpicos em (con)sequência dos maus resultados.
Declarações destas são próprias para graçolas do género “Os Malucos do Riso” ou, neste caso, Os Malucos em Pequim… É este o espírito olímpico nacional… perdão, é este o espírito (da grande maioria) nacional.
E, depois disto, ainda vem o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, - que também sabe contar umas graçolas - dizer que “os atletas são melhores a fazer desporto do que a prestar declarações”. Por mim, acho que os atletas portugueses são "bons de língua" e nas declarações safam-se bem… já nas provas desportivas deixam muito a desejar.

domingo, 17 de agosto de 2008

Phelps: o super atleta


Michael Phelps (o super-nadador norte-americano) conquistou hoje a sua oitava medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, batendo o mítico recorde do seu compatriota Mark Spitz, conseguido em Munique1972 – que havia conquistado sete medalhas numa única olimpíada.
Mas Phelps, de 23 anos, não se fica por aqui, além de bater recordes atrás de recordes no “Cubo de Água” de Pequim, o norte-americano já soma 14 medalhas de ouro em provas olímpicas (seis conquistadas em Atenas, em 2004), estando em segundo no ranking com menos duas que a ginasta soviética Larissa Latynina.
No “Cubo de Água" de Pequim, Phelps venceu os 400 m estilos (4.03,84 minutos), os 4x100 m livres (3.08,24), os 200 m livres (1.42,96), os 200 m mariposa (1.52,03), os 4x200 m livres (6.58,56) e os 200 m estilos (1.54,23), todos com recordes mundiais e, ainda, os 100 m mariposa (50,58), com recorde olímpico.
Há quatro anos, em Atenas, o norte-americano havia conquistado seis medalhas de ouro (100 e 200 m mariposa, 200 e 400 m estilos, 4x100 m estilos e 4x200 livres) e duas de bronze (200 e 4x100 m livres).
Cada prova em que Phelps participa é uma vitória. A concorrência já começa a desesperar...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O nosso melhor é pior que o melhor dos outros

“É verdade que estamos entre os melhores do mundo, mas dentro do sistema que está implementado em Portugal estamos longe de ter as mesmas condições que os outros ginastas têm nos outros países”. E, nestes Jogos, “se os principais adversários fizerem o seu melhor e nós fizermos o nosso melhor, eles ganham.” Palavras de Luís Nunes, chefe da equipa olímpica portuguesa de trampolins. Ler aqui.
Então, não estamos a fazer o nosso melhor! Temos de criar as condições para fazer ainda melhor. Chega de empurrar as culpas para o “sistema”. Vamos juntar as pessoas que verdadeiramente estão interessadas em criar condições para os nossos atletas para, depois, aí sim, fazermos o nosso melhor.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bons atletas até temos…

Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e Desporto, sublinhou esta quarta-feira que a participação de um pequeno país, “débil” como Portugal, nos Jogos Olímpicos é uma “tremenda aventura” (ver notícia aqui).
O governante nacional explicou que “para um país como Portugal, os Jogos Olímpicos são uma tremenda aventura. Porquê? Porque nós somos o país que somos: 10 milhões de habitantes, uma economia débil, uma formação técnica débil, poucos técnicos qualificados, poucos jovens na prática desportiva e somos um país pequeno na Europa, a que pertencemos. E no mundo, então, somos um país muito pequeno”.
Efectivamente, senhor secretário de Estado, o nosso país é pequeno (em área), mas já fomos grandes – dos maiores! E, senhor secretário de Estado, somos pequenos (em área, volto a frisar) e temos uma economia “débil”, mas recordo-lhe países como a Jamaica - mais pequeno que Portugal - e a Etiópia ou o Quénia - certamente com uma economia bem mais “débil” que a nossa -, onde não faltam campeões.
E, senhor secretário de Estado, lembro-lhe que cabe ao seu Governo tornar a economia nacional menos “débil” e, cabe-lhe a si contribuir para diminuir a nossa “formação técnica débil”, fazer com que não tenhamos tão “poucos técnicos qualificados”, e criar condições para deixarmos de ter “poucos jovens na prática desportiva”.
E já agora, apesar da falta de dinheiro, da falta de melhores condições e de “técnicos qualificados”, temos muita força de vontade e muito “amor à camisola”. Lembro-lhe o nome de alguns dos nossos campeões: Naide Gomes, Nelson Évora, Francis Obikwelu (Atletismo), João Costa (Tiro), Emanuel Silva (Canoagem), Telma Monteiro (Judo) e Vanessa Fernandes (Triatlo).
Bons atletas já temos, agora só nos faltam melhores governantes…

terça-feira, 8 de julho de 2008

08/08/08 – Faltam 30 dias para os Jogos Olímpicos

Faltam exactamente 30 dias para a cerimónia de abertura dos Jogos da XXIX Olimpíada.
Os Jogos Olímpicos vão decorrer entre 8 e 24 de Agosto e serão realizados em Pequim, na República Popular da China.
A cerimónia de abertura – pensada, repensada e preparada milimetricamente ao segundo – está marcada para ter início às 08:08 horas (oito horas e oito minutos) da noite, do dia 8, do mês 8, do ano 8 deste XXI século (08/08/08). Tudo isto porque o número oito tem um significado de prosperidade na cultura chinesa.
A abertura dos jogos, bem como as provas de atletismo, terão lugar no novo Estádio Olímpico de Pequim, construído de propósito para estes Jogos Olímpicos. Os Jogos para além da cidade de Pequim, que terá 31 lugares de provas, decorrerão em Taijin, Xangai, Shenuang, Qinhuangdao (todas com jogos de futebol), Hong Kong (provas de hipismo) e Qingdao (regatas de vela).
A comitiva portuguesa conta (neste momento) com 73 atletas já qualificados.