Só me apetece gritar uma célebre frase de um programa de televisão: “Eu quero voltar p’rá ilha…”
Segundo as últimas sondagens, realizadas pela Marktest para a TSF e Diário Económico, o PS ganharia as eleições legislativas por 0,8 pontos percentuais (ver aqui).
Segundo os números da sondagem, a seis semanas das eleições, o partido de José Sócrates tem uma recuperação de 11,6 pontos, obtendo 36% das intenções de voto, enquanto que o PSD, de Passos Coelho, registou uma queda de quase 12 pontos, ficando-se pelos 35%.
Resta-nos o alívio de saber que esta sondagem foi realizada, exclusivamente, a pessoas que têm telefone fixo. Falta saber se o número de pessoas que ainda têm telefone fixo é realmente demonstrativo do país. Esperemos que não.
Afinal, para que são todas estas greves, manifestações e contestações?... hem?
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quinta-feira, 21 de abril de 2011
HA HA HA HA
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Pedir o Rendimento Mínimo
Durante meses, ouvimos o nosso Primeiro-Ministro a dizer não ao FMI. Segundo o nosso chefe de Governo, Portugal não precisava da ajuda externa, a nossa economia estava bem. José Sócrates “acreditava” que nós éramos capazes de resolver os nossos próprios problemas e consolidar as nossas contas.
Depois, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio dizer que o país só tem dinheiro até ao final do mês de Maio.
Afinal, houve alguém que não disse (toda) a verdade aos portugueses e ao país. Ou José Sócrates não era o Primeiro-Ministro deste Portugal, ou o seu Ministro das Finanças escondia-lhe os números e o retrato do país real.
Assim, após a constatação do (verdadeiro) estado da nação parece só temos uma solução: Portugal vai recorrer ao “Rendimento Mínimo” da União Europeia e do FMI.
Depois, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio dizer que o país só tem dinheiro até ao final do mês de Maio.
Afinal, houve alguém que não disse (toda) a verdade aos portugueses e ao país. Ou José Sócrates não era o Primeiro-Ministro deste Portugal, ou o seu Ministro das Finanças escondia-lhe os números e o retrato do país real.
Assim, após a constatação do (verdadeiro) estado da nação parece só temos uma solução: Portugal vai recorrer ao “Rendimento Mínimo” da União Europeia e do FMI.
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Quem tem medo do FMI?
Quem tem medo do FMI?...
Quem conseguiu sobreviver, ainda que à rasca, ao Governo de José Sócrates, certamente, também sobreviverá aos senhores do Fundo Monetário Internacional. Quem conseguiu ultrapassar as dificuldades criadas pelos sucessivos PEC’s deste Governo, também conseguirá ultrapassar as exigentes medidas dos senhores do FMI.
O Governo de José Sócrates era um autêntico Lobo Mau, depois de ter andado anos a “comer” os capuchinhos vermelhos, agora, preparava-se para “comer” as avozinhas do país.
Eu não tenho medo do FMI, tenho medo é do Sócrates.
Quem conseguiu sobreviver, ainda que à rasca, ao Governo de José Sócrates, certamente, também sobreviverá aos senhores do Fundo Monetário Internacional. Quem conseguiu ultrapassar as dificuldades criadas pelos sucessivos PEC’s deste Governo, também conseguirá ultrapassar as exigentes medidas dos senhores do FMI.
O Governo de José Sócrates era um autêntico Lobo Mau, depois de ter andado anos a “comer” os capuchinhos vermelhos, agora, preparava-se para “comer” as avozinhas do país.
Eu não tenho medo do FMI, tenho medo é do Sócrates.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Fim de dia
Chego tarde a casa depois de mais uma maratona de trabalho. Estou cansado. Ligo a televisão. O Governo vai aumentar o IVA para 23%. Mudo de canal. O Benfica está a perder...
Fico na dúvida: ouvir o resto das medidas do Governo para nos dar cabo da carteira ou ver o resto do Benfica para nos dar cabo da moral. Vou jantar...
O que podia correr pior neste fim de dia? Tomar banho depois de jantar e apanhar uma congestão?
Espero bem que não...
Fico na dúvida: ouvir o resto das medidas do Governo para nos dar cabo da carteira ou ver o resto do Benfica para nos dar cabo da moral. Vou jantar...
O que podia correr pior neste fim de dia? Tomar banho depois de jantar e apanhar uma congestão?
Espero bem que não...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Esfumar o nosso dinheiro
Ele é PEC’s, aumentos do IVA, do IRS e tudo o mais que vem por aí...
O país está em crise. Não há dinheiro para nada. Há cortes para fazer em tudo e em todo o lado. Ele é medidas de austeridade a torto e a direito. O dinheiro esfuma-se por entre os dedos. Bom, pelo menos era assim até à semana passada… O nosso Primeiro-Ministro bem que avisou que o Mundo tinha mudado...
Na semana passada, segundo o JN e o Diário Económico, os serviços da Assembleia da República orçamentaram em 380 mil euros a construção de uma sala de fumo para deputados, funcionários e jornalistas.
Portanto, andamos nós todos a fazer esforços, a apertar o cinto e a pagar mais impostos, para os senhores deputados aprovarem a construção de uma espécie de marquise para que possam fumar dentro do edifício da Assembleia da República. Então é para isso que serve o nosso esforço…
Eu proponho uma alternativa muito mais económica: dispensar um terço dos deputados – preferencialmente os que fumam – e os que quiserem fumar o seu cigarrinho que venha para a escadaria em frente ao edifício que cabem lá todos.
Fumar mata! Estes políticos também!
O país está em crise. Não há dinheiro para nada. Há cortes para fazer em tudo e em todo o lado. Ele é medidas de austeridade a torto e a direito. O dinheiro esfuma-se por entre os dedos. Bom, pelo menos era assim até à semana passada… O nosso Primeiro-Ministro bem que avisou que o Mundo tinha mudado...
Na semana passada, segundo o JN e o Diário Económico, os serviços da Assembleia da República orçamentaram em 380 mil euros a construção de uma sala de fumo para deputados, funcionários e jornalistas.
Portanto, andamos nós todos a fazer esforços, a apertar o cinto e a pagar mais impostos, para os senhores deputados aprovarem a construção de uma espécie de marquise para que possam fumar dentro do edifício da Assembleia da República. Então é para isso que serve o nosso esforço…
Eu proponho uma alternativa muito mais económica: dispensar um terço dos deputados – preferencialmente os que fumam – e os que quiserem fumar o seu cigarrinho que venha para a escadaria em frente ao edifício que cabem lá todos.
Fumar mata! Estes políticos também!
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
O Mundo mudou!
Segundo José Sócrates, em entrevista à RTP esta semana, o Mundo mudou nas últimas três semanas.
Não sei em que Mundo é que o nosso Primeiro-Ministro vive, nem o que mudou no seu Mundo. Mas sei o que vai mudar no meu assim que os impostos aumentarem...
Para mim o Mundo vai ficar mais pequeno. Bem pequenino...
Não sei em que Mundo é que o nosso Primeiro-Ministro vive, nem o que mudou no seu Mundo. Mas sei o que vai mudar no meu assim que os impostos aumentarem...
Para mim o Mundo vai ficar mais pequeno. Bem pequenino...
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domingo, 16 de maio de 2010
Estender o tapete a Sócrates
Pedro Passos Coelho provou ser um homem que sabe jogar de forma inteligente.
O líder do PSD, sem grandes alternativas, deu o seu apoio – e o do partido – a este Governo para avançar com o aumento de impostos.
Mas recuemos um pouco, para percebermos melhor esta jogada astuta de Passos Coelho.
Ainda candidato à presidência do PSD, Pedro Passos Coelho acusava o Governo de José Sócrates de querer fazer “um aumento encapotado de impostos” e acrescentava, que esse seria o “pior caminho para Portugal” e que, “aqueles que trabalham e criam poupança no país não podem ser os que pagam a crise”.
Depois do milagroso pacto de 13 de Maio entre Sócrates e Passos Coelho, o líder do PSD apareceu nas televisões a pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu acordo a um conjunto de “medidas duras” e contrárias ao que tinha defendido.
A fuga ao aumento dos impostos parece-me impossível e, mais cedo ou mais tarde, isso teria que acontecer. Como provavelmente o Governo de José Sócrates não se aguentará até ao final do ano, Passos Coelho não tinha grandes alternativas; ou apoiava Sócrates agora ou, mais tarde, quando o PSD fosse Governo, teria que ser ele a fazê-lo, passando a ser o “mau da fita”.
Pedro Passos Coelho estendeu o tapete a José Sócrates e, agora, prepara-se para lhe puxar o tapete debaixo dos pés assim que puder.
O líder do PSD, sem grandes alternativas, deu o seu apoio – e o do partido – a este Governo para avançar com o aumento de impostos.
Mas recuemos um pouco, para percebermos melhor esta jogada astuta de Passos Coelho.
Ainda candidato à presidência do PSD, Pedro Passos Coelho acusava o Governo de José Sócrates de querer fazer “um aumento encapotado de impostos” e acrescentava, que esse seria o “pior caminho para Portugal” e que, “aqueles que trabalham e criam poupança no país não podem ser os que pagam a crise”.
Depois do milagroso pacto de 13 de Maio entre Sócrates e Passos Coelho, o líder do PSD apareceu nas televisões a pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu acordo a um conjunto de “medidas duras” e contrárias ao que tinha defendido.
A fuga ao aumento dos impostos parece-me impossível e, mais cedo ou mais tarde, isso teria que acontecer. Como provavelmente o Governo de José Sócrates não se aguentará até ao final do ano, Passos Coelho não tinha grandes alternativas; ou apoiava Sócrates agora ou, mais tarde, quando o PSD fosse Governo, teria que ser ele a fazê-lo, passando a ser o “mau da fita”.
Pedro Passos Coelho estendeu o tapete a José Sócrates e, agora, prepara-se para lhe puxar o tapete debaixo dos pés assim que puder.
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sábado, 15 de maio de 2010
O Sócrates é que a sabe toda…
Numa altura em que o país se encontra completamente mergulhado no boião da crise, o Governo tem sabido aproveitar a conjuntura nacional para fazer passar as suas medidas sem grandes sobressaltos.
Em Março, Sócrates apresentava o PEC para salvar o país da crise, e garantia que este não traria aumento de impostos, excepto para os portugueses com chorudos rendimentos. Dizia o Primeiro-Ministro que era em nome de um princípio de “justiça e equidade na distribuição do esforço nacional”.
Entretanto, o país estava num impasse decisivo para a vida de todos os portugueses: saber em que fim de semana o Benfica se sagrava campeão nacional. O Governo viu a luz e aproveitou para por o PEC em funcionamento. De seguida, foi a grande festa nacional do título benfiquista, e todo o resto deixou de ter importância. Os portugueses vivem para o futebol e não vão à bola com políticos.
O campeonato nacional de futebol acabou, mas o país continuou a olhar para a bola. Carlos Queirós anunciou os “eleitos” para o Mundial da África do Sul e, assim, não faltaram motivos para polémicas e acesas discussões.
De seguida, o esforço nacional virou-se para a preparação da visita do Papa Bento XVI a Portugal e, após um milagroso acordo – celebrado a 13 de Maio – entre o Primeiro-Ministro e o líder da oposição, os impostos aumentaram. Desta vez, para todos os portugueses. O líder da oposição pede desculpa ao país (pelo que ainda não fez e pelo que já deixou fazer) e o Primeiro-Ministro diz que se lixe a “justiça e a equidade”. Segue-se o grande princípio de que quando toca a pagar, pagam todos – é o esforço colectivo para pagar os erros (e os gastos) de uns quantos.
Agora que o Papa terminou a visita ao nosso país, os portugueses sentem-se mais abençoados e dedicam o seu esforço nacional à Selecção de futebol que se prepara para o Mundial. Daqui a umas semanas, todos os tugas, de cachecol verde e rubro ao pescoço, têm os olhos postos na África do Sul e esperaram que mais um milagre leve Portugal à final do Campeonato do Mundo.
Depois do Mundial, em plena época estival, o país fecha para férias. Os portugueses, desiludidos, mandam o resultado da Selecção às malvas e vão a banhos, só regressando às suas vidas normais em Setembro.
É nessa altura que os portugueses vão ter uma surpresa: os impostos aumentaram. Viver custa cada vez mais e o ordenado, ao fim do mês, é cada vez menos.
Em Março, Sócrates apresentava o PEC para salvar o país da crise, e garantia que este não traria aumento de impostos, excepto para os portugueses com chorudos rendimentos. Dizia o Primeiro-Ministro que era em nome de um princípio de “justiça e equidade na distribuição do esforço nacional”.
Entretanto, o país estava num impasse decisivo para a vida de todos os portugueses: saber em que fim de semana o Benfica se sagrava campeão nacional. O Governo viu a luz e aproveitou para por o PEC em funcionamento. De seguida, foi a grande festa nacional do título benfiquista, e todo o resto deixou de ter importância. Os portugueses vivem para o futebol e não vão à bola com políticos.
O campeonato nacional de futebol acabou, mas o país continuou a olhar para a bola. Carlos Queirós anunciou os “eleitos” para o Mundial da África do Sul e, assim, não faltaram motivos para polémicas e acesas discussões.
De seguida, o esforço nacional virou-se para a preparação da visita do Papa Bento XVI a Portugal e, após um milagroso acordo – celebrado a 13 de Maio – entre o Primeiro-Ministro e o líder da oposição, os impostos aumentaram. Desta vez, para todos os portugueses. O líder da oposição pede desculpa ao país (pelo que ainda não fez e pelo que já deixou fazer) e o Primeiro-Ministro diz que se lixe a “justiça e a equidade”. Segue-se o grande princípio de que quando toca a pagar, pagam todos – é o esforço colectivo para pagar os erros (e os gastos) de uns quantos.
Agora que o Papa terminou a visita ao nosso país, os portugueses sentem-se mais abençoados e dedicam o seu esforço nacional à Selecção de futebol que se prepara para o Mundial. Daqui a umas semanas, todos os tugas, de cachecol verde e rubro ao pescoço, têm os olhos postos na África do Sul e esperaram que mais um milagre leve Portugal à final do Campeonato do Mundo.
Depois do Mundial, em plena época estival, o país fecha para férias. Os portugueses, desiludidos, mandam o resultado da Selecção às malvas e vão a banhos, só regressando às suas vidas normais em Setembro.
É nessa altura que os portugueses vão ter uma surpresa: os impostos aumentaram. Viver custa cada vez mais e o ordenado, ao fim do mês, é cada vez menos.
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terça-feira, 16 de março de 2010
PEC – Plano para Esfolar os Contribuintes
Enquanto o nosso querido Governo se prepara para fazer aprovar o PEC – Plano par Esfolar os Contribuintes, o principal partido da oposição discute se se deve, ou não, proteger a indústria da cortiça, implementando a “Lei da Rolha”.
Assim, o Ministro da Economia, Teixeira dos Santos, prepara-se para ver aprovado o seu Plano para Esfolar os Contribuintes fazendo cortes a torto e a direito nas deduções fiscais, cortar nas prestações sociais, reduzir o prazo (e o valor) do subsídio de desemprego, para além de manter o congelamento dos salários da função pública – o que “afinidade” condiciona também os salários dos restantes trabalhadores.
Neste “pacote” está ainda previsto um corte no investimento público – pois o Estado não tem dinheiro –, a criação de um novo escalão de IRS (para rendimentos superiores a 150 mil euros – coisa que só deve afectar os grandes patrões, os grandes gestores, os grandes directores, os membros do Governo e alguma classe política), a tributação de quem tenha acções há mais de um ano e um grande plano de privatizações.
É com este plano de privatizações que o Governo espera fazer dinheiro para reduzir a dívida pública. Mas se este mesmo Governo vai “taxar” os grandes patrões e os grandes investidores, quem é que vai entrar na “corrida” das privatizações? Quem é que vai ter dinheiro para gastar em privatizações de empresas “cheias de vícios”?
Não conheço o PEC do Governo por completo, mas ainda não ouvi falar em reduzir os salários dos nossos governantes e da classe política; ainda não ouvi falar em cortes nas milionárias pensões que certos senhores recebem.
A história é sempre a mesma: os trabalhadores que em nada contribuíram para a dívida pública – antes pelo contrário, criaram riqueza com o seu trabalho –, é que têm de pagar a grande fatia da factura deste desgoverno.
É preciso criar um plano para reformular este país.
Assim, o Ministro da Economia, Teixeira dos Santos, prepara-se para ver aprovado o seu Plano para Esfolar os Contribuintes fazendo cortes a torto e a direito nas deduções fiscais, cortar nas prestações sociais, reduzir o prazo (e o valor) do subsídio de desemprego, para além de manter o congelamento dos salários da função pública – o que “afinidade” condiciona também os salários dos restantes trabalhadores.
Neste “pacote” está ainda previsto um corte no investimento público – pois o Estado não tem dinheiro –, a criação de um novo escalão de IRS (para rendimentos superiores a 150 mil euros – coisa que só deve afectar os grandes patrões, os grandes gestores, os grandes directores, os membros do Governo e alguma classe política), a tributação de quem tenha acções há mais de um ano e um grande plano de privatizações.
É com este plano de privatizações que o Governo espera fazer dinheiro para reduzir a dívida pública. Mas se este mesmo Governo vai “taxar” os grandes patrões e os grandes investidores, quem é que vai entrar na “corrida” das privatizações? Quem é que vai ter dinheiro para gastar em privatizações de empresas “cheias de vícios”?
Não conheço o PEC do Governo por completo, mas ainda não ouvi falar em reduzir os salários dos nossos governantes e da classe política; ainda não ouvi falar em cortes nas milionárias pensões que certos senhores recebem.
A história é sempre a mesma: os trabalhadores que em nada contribuíram para a dívida pública – antes pelo contrário, criaram riqueza com o seu trabalho –, é que têm de pagar a grande fatia da factura deste desgoverno.
É preciso criar um plano para reformular este país.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Nem tudo são más notícias…
Numa semana onde não faltaram as notícias do costume, voltámos a ouvir falar dos alegados casos de corrupção, de crimes económicos com empresas do Estado e privados, de escutas telefónicas envolvendo José Sócrates, de alegadas tentativas do primeiro-ministro para controlar a comunicação social, do aumento do desemprego, da bolsa nacional em queda, (e por aí fora…), mas nem tudo foram más notícias: Em parangonas, nos jornais, ficámos a saber que António Guterres não está disponível para exercer cargos de governação em Portugal.
Ao menos que haja uma boa notícia, ao menos uma!
Ao menos que haja uma boa notícia, ao menos uma!
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Primeiro-Ministro na SIC
Ouvi com muita atenção a entrevista do nosso primeiro-ministro na SIC. Fiquei com duas ideias: a entrevista foi realizada num tom quase de sussurro e que José Sócrates está com um discurso um pouco mais humilde.
Tanto a jornalista como o primeiro-ministro falaram num tom bastante ameno, sem grandes alterações. Quase que sussurravam. E, certamente, não era para que Manuela Ferreira Leite não ouvisse as opiniões de Sócrates mas sim para “ajudar” ao ar de mudança do primeiro-ministro.
Quanto à intervenção do líder do Governo, há nitidamente uma mudança. José Sócrates está com uma atitude menos agressiva e com um discurso mais humilde. Seguramente já a pensar nas eleições Legislativas.
Para José Sócrates a campanha eleitoral já começou.
Tanto a jornalista como o primeiro-ministro falaram num tom bastante ameno, sem grandes alterações. Quase que sussurravam. E, certamente, não era para que Manuela Ferreira Leite não ouvisse as opiniões de Sócrates mas sim para “ajudar” ao ar de mudança do primeiro-ministro.
Quanto à intervenção do líder do Governo, há nitidamente uma mudança. José Sócrates está com uma atitude menos agressiva e com um discurso mais humilde. Seguramente já a pensar nas eleições Legislativas.
Para José Sócrates a campanha eleitoral já começou.
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Sócrates não dorme por pensar no desemprego…
O nosso Primeiro-Ministro revelou hoje um estranho sentido de humor e de oportunidade. Diz que não consegue dormir por pensar no desemprego. Só falta esclarecer se é no desemprego que assola o país ou, se é no seu desemprego que se adivinha.
Segundo o Público Online, José Sócrates disse hoje, numa inauguração, em Penacova, que tem “momentos de angústia” e que “tenho momentos em que não durmo a pensar nisso”. Nisso do desemprego.
O nosso Primeiro-Ministro não consegue dormir, por pensar no desemprego que, segundo afirmou, “cresce em Portugal como cresce em todo o lado e, o nosso dever, é combater isso”.
Se o Primeiro-Ministro, com o seu chorudo ordenado garantido, não consegue dormir, ele que imagine os milhares de portugueses que estão dependentes do Subsídio de Desemprego, ou aqueles que não têm subsídio nem ordenado, aqueles que têm uma família para manter, aqueles que têm as contas para pagar…
Ou será que José Sócrates já está a pensar que não vai ganhar as próximas eleições e que ficará desempregado? Ele que fique tranquilo, pois, pelo “joguinho das panelas” (ver post anterior), ele certamente terá um lugar assegurado num qualquer lugar, numa qualquer empresa pública ou privada.
Quanto ao combate ao desemprego, este Governo não está a cumprir “o nosso dever”, como diz Sócrates – e não o está a fazer porque não me parece ter capacidade para tal e porque não tem tempo para isso, pois as inaugurações são muitas até às eleições…
Segundo o Público Online, José Sócrates disse hoje, numa inauguração, em Penacova, que tem “momentos de angústia” e que “tenho momentos em que não durmo a pensar nisso”. Nisso do desemprego.
O nosso Primeiro-Ministro não consegue dormir, por pensar no desemprego que, segundo afirmou, “cresce em Portugal como cresce em todo o lado e, o nosso dever, é combater isso”.
Se o Primeiro-Ministro, com o seu chorudo ordenado garantido, não consegue dormir, ele que imagine os milhares de portugueses que estão dependentes do Subsídio de Desemprego, ou aqueles que não têm subsídio nem ordenado, aqueles que têm uma família para manter, aqueles que têm as contas para pagar…
Ou será que José Sócrates já está a pensar que não vai ganhar as próximas eleições e que ficará desempregado? Ele que fique tranquilo, pois, pelo “joguinho das panelas” (ver post anterior), ele certamente terá um lugar assegurado num qualquer lugar, numa qualquer empresa pública ou privada.
Quanto ao combate ao desemprego, este Governo não está a cumprir “o nosso dever”, como diz Sócrates – e não o está a fazer porque não me parece ter capacidade para tal e porque não tem tempo para isso, pois as inaugurações são muitas até às eleições…
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Bancos coxos…
Hoje, cinco dos maiores bancos portugueses (BCP, BES, BPI, Santander e a Caixa Geral de Depósitos) admitiram a possibilidade de virem a recorrer aos 20 mil milhões de euros que o Governo disponibilizou, há poucos dias, como garantia à Banca portuguesa para estabilizar o sistema financeiro.
Possibilidade, dizem eles… Vão aproveitar até ao último cêntimo.
É o nosso querido Governo a ajudar estas “famílias necessitadas” com o dinheiro dos nossos impostos.
Então, onde é que está o nosso sistema financeiro pouco exposto à crise internacional e a Banca sólida? Onde é que estão os lucros (loucos) que os Bancos andaram anos e anos a anunciar? Onde é que estão os Bancos que queriam comprar outros Bancos?
Sabem, meus amigos, lá diz o povo – e com razão: Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Isto (ainda) vai dar merda!...
Possibilidade, dizem eles… Vão aproveitar até ao último cêntimo.
É o nosso querido Governo a ajudar estas “famílias necessitadas” com o dinheiro dos nossos impostos.
Então, onde é que está o nosso sistema financeiro pouco exposto à crise internacional e a Banca sólida? Onde é que estão os lucros (loucos) que os Bancos andaram anos e anos a anunciar? Onde é que estão os Bancos que queriam comprar outros Bancos?
Sabem, meus amigos, lá diz o povo – e com razão: Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Isto (ainda) vai dar merda!...
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Nós é que pagamos a crise
Parece que é definitivo. A crise está instalada na Europa e na América e teme-se uma recessão mais ou menos global. Os Governos reúnem-se e aprovam ajudas financeiras aos bancos.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, diz que esta crise é das que acontecem uma vez na vida e que não se fará sentir por cá tanto como se sentirá na América e no resto da Europa. No entanto, este fim-de-semana, o Governo aprovou um fundo de vinte mil milhões de euros para garantir as operações de financiamento da Banca.
Todos nós sabemos que para recorrermos ao crédito bancário temos que dar garantias – para obtermos um presunto, temos que dar como garantia o porco, a pocilga, o tractor e a quinta. Agora, o engenheiro Sócrates decidiu que todos nós, portugueses, vamos pagar o financiamento da Banca (privada) nacional. Todos nós, com os nossos impostos, vamos pagar a má gestão, as asneiras e a mania das grandezas dos homens da Banca privada.
O engenheiro Sócrates pediu autorização a quem?
Vai ser o nosso dinheiro que vai pagar os ordenados chorudos dos homens da Banca, e nós que nos contentemos com a miséria do salário mínimo e com as reformas de merda.
Eu conheço algumas pessoas que já estão a tirar as teias de aranha e a limpar o pó debaixo do colchão… Resta-me a satisfação de saber que “esta é das crises que só acontecem uma vez na vida” e que, assim, não terei outra…
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, diz que esta crise é das que acontecem uma vez na vida e que não se fará sentir por cá tanto como se sentirá na América e no resto da Europa. No entanto, este fim-de-semana, o Governo aprovou um fundo de vinte mil milhões de euros para garantir as operações de financiamento da Banca.
Todos nós sabemos que para recorrermos ao crédito bancário temos que dar garantias – para obtermos um presunto, temos que dar como garantia o porco, a pocilga, o tractor e a quinta. Agora, o engenheiro Sócrates decidiu que todos nós, portugueses, vamos pagar o financiamento da Banca (privada) nacional. Todos nós, com os nossos impostos, vamos pagar a má gestão, as asneiras e a mania das grandezas dos homens da Banca privada.
O engenheiro Sócrates pediu autorização a quem?
Vai ser o nosso dinheiro que vai pagar os ordenados chorudos dos homens da Banca, e nós que nos contentemos com a miséria do salário mínimo e com as reformas de merda.
Eu conheço algumas pessoas que já estão a tirar as teias de aranha e a limpar o pó debaixo do colchão… Resta-me a satisfação de saber que “esta é das crises que só acontecem uma vez na vida” e que, assim, não terei outra…
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Insegurança
Um pouco por todo o país, são inúmeros os casos de insegurança e violência que ocorreram durante as últimas semanas.
Depois do assalto ao BES (em que um dos assaltantes foi morto pela polícia) e das imagens de tiroteio entre duas comunidades às portas de Lisboa, não têm faltado os actos de violência, criminalidade e roubo. Quase todos os dias podemos ler, nos jornais, relatos de “carjacking”, de assaltos a bombas de gasolina, de roubos de caixas Multibanco, de assaltos a ourivesarias, a restaurantes e a estações de correios.
O povo queixa-se de falta de segurança e do aumento da criminalidade. Este Governo provou que está atento e que não há motivos para preocupações. Recentemente, o Executivo de José Sócrates fez aprovar uma rectificação a uma Portaria (ver Diário da República) que foi, sem dúvida alguma, pensada para aumentar a segurança da população. Nesta rectificação fica-se a saber que a escolha de parafusos para fixação de placas identificativas de estabelecimentos de Alojamento Local foi alterada, passando a ser obrigatório o uso «de parafusos de aço inox em cada canto, com 8 mm de diâmetro e 90 mm de comprimento», em vez dos anteriores 60 mm de comprimento.
Não há dúvidas, agora, sentimo-nos muito mais seguros. O país está a saque com uma vaga de assaltos e este Governo preocupa-se com o comprimento dos parafusos…
Parece-me que há aqui qualquer coisa que não está bem.
Anda por aí muita gente com parafusos a menos…
Depois do assalto ao BES (em que um dos assaltantes foi morto pela polícia) e das imagens de tiroteio entre duas comunidades às portas de Lisboa, não têm faltado os actos de violência, criminalidade e roubo. Quase todos os dias podemos ler, nos jornais, relatos de “carjacking”, de assaltos a bombas de gasolina, de roubos de caixas Multibanco, de assaltos a ourivesarias, a restaurantes e a estações de correios.
O povo queixa-se de falta de segurança e do aumento da criminalidade. Este Governo provou que está atento e que não há motivos para preocupações. Recentemente, o Executivo de José Sócrates fez aprovar uma rectificação a uma Portaria (ver Diário da República) que foi, sem dúvida alguma, pensada para aumentar a segurança da população. Nesta rectificação fica-se a saber que a escolha de parafusos para fixação de placas identificativas de estabelecimentos de Alojamento Local foi alterada, passando a ser obrigatório o uso «de parafusos de aço inox em cada canto, com 8 mm de diâmetro e 90 mm de comprimento», em vez dos anteriores 60 mm de comprimento.
Não há dúvidas, agora, sentimo-nos muito mais seguros. O país está a saque com uma vaga de assaltos e este Governo preocupa-se com o comprimento dos parafusos…
Parece-me que há aqui qualquer coisa que não está bem.
Anda por aí muita gente com parafusos a menos…
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Bons atletas até temos…
Laurentino Dias, secretário de Estado da Juventude e Desporto, sublinhou esta quarta-feira que a participação de um pequeno país, “débil” como Portugal, nos Jogos Olímpicos é uma “tremenda aventura” (ver notícia aqui).
O governante nacional explicou que “para um país como Portugal, os Jogos Olímpicos são uma tremenda aventura. Porquê? Porque nós somos o país que somos: 10 milhões de habitantes, uma economia débil, uma formação técnica débil, poucos técnicos qualificados, poucos jovens na prática desportiva e somos um país pequeno na Europa, a que pertencemos. E no mundo, então, somos um país muito pequeno”.
Efectivamente, senhor secretário de Estado, o nosso país é pequeno (em área), mas já fomos grandes – dos maiores! E, senhor secretário de Estado, somos pequenos (em área, volto a frisar) e temos uma economia “débil”, mas recordo-lhe países como a Jamaica - mais pequeno que Portugal - e a Etiópia ou o Quénia - certamente com uma economia bem mais “débil” que a nossa -, onde não faltam campeões.
E, senhor secretário de Estado, lembro-lhe que cabe ao seu Governo tornar a economia nacional menos “débil” e, cabe-lhe a si contribuir para diminuir a nossa “formação técnica débil”, fazer com que não tenhamos tão “poucos técnicos qualificados”, e criar condições para deixarmos de ter “poucos jovens na prática desportiva”.
E já agora, apesar da falta de dinheiro, da falta de melhores condições e de “técnicos qualificados”, temos muita força de vontade e muito “amor à camisola”. Lembro-lhe o nome de alguns dos nossos campeões: Naide Gomes, Nelson Évora, Francis Obikwelu (Atletismo), João Costa (Tiro), Emanuel Silva (Canoagem), Telma Monteiro (Judo) e Vanessa Fernandes (Triatlo).
Bons atletas já temos, agora só nos faltam melhores governantes…
O governante nacional explicou que “para um país como Portugal, os Jogos Olímpicos são uma tremenda aventura. Porquê? Porque nós somos o país que somos: 10 milhões de habitantes, uma economia débil, uma formação técnica débil, poucos técnicos qualificados, poucos jovens na prática desportiva e somos um país pequeno na Europa, a que pertencemos. E no mundo, então, somos um país muito pequeno”.
Efectivamente, senhor secretário de Estado, o nosso país é pequeno (em área), mas já fomos grandes – dos maiores! E, senhor secretário de Estado, somos pequenos (em área, volto a frisar) e temos uma economia “débil”, mas recordo-lhe países como a Jamaica - mais pequeno que Portugal - e a Etiópia ou o Quénia - certamente com uma economia bem mais “débil” que a nossa -, onde não faltam campeões.
E, senhor secretário de Estado, lembro-lhe que cabe ao seu Governo tornar a economia nacional menos “débil” e, cabe-lhe a si contribuir para diminuir a nossa “formação técnica débil”, fazer com que não tenhamos tão “poucos técnicos qualificados”, e criar condições para deixarmos de ter “poucos jovens na prática desportiva”.
E já agora, apesar da falta de dinheiro, da falta de melhores condições e de “técnicos qualificados”, temos muita força de vontade e muito “amor à camisola”. Lembro-lhe o nome de alguns dos nossos campeões: Naide Gomes, Nelson Évora, Francis Obikwelu (Atletismo), João Costa (Tiro), Emanuel Silva (Canoagem), Telma Monteiro (Judo) e Vanessa Fernandes (Triatlo).
Bons atletas já temos, agora só nos faltam melhores governantes…
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terça-feira, 29 de julho de 2008
Anda bicho na madeira…
Alberto João Jardim voltou a falar. Jardim voltou a dirigir a sua verve contra o Governo da República. Desta feita, não falou sozinho e mostrou que já tem um discípulo que, aliás, partilha das suas opiniões e do seu estilo de discurso.Na festa anual do PSD-Madeira, em Chão da Lagoa, João Jardim disse que considera José Sócrates como “o grande inimigo da Madeira” – coisa a que já nos habituou – mas, este ano, o Presidente do Governo Regional da Madeira contou com um (forte) aliado: Jaime Ramos (Secretário-Geral do PSD Madeira).
Jaime Ramos avisou que quem quer ter ilhas no Atlântico “tem de pagá-las, tem de sustentá-las” e que “se Portugal quer manter a Madeira unida a Portugal tem de pagar a tempo e a horas, senão vai ter uma acção de despejo”. Não há dúvida que João Jardim está a fazer escola…
Mas Alberto João Jardim não poupou “elogios” ao Primeiro-Ministro, considerando “que é um insulto aos portugueses ser governados por Sócrates”. Jardim adiantou que está na hora da mudança e garantiu que “os portugueses do continente podem contar com os portugueses da Madeira para dar a volta que tem que se dar a Portugal”, pois “Sócrates não pode continuar a governar Portugal”.
O Presidente do Governo Regional da Madeira acrescentou ainda que Portugal “é um país que está acovardado, é um país que está rendido, é um país completamente conformado mas, há aqui, na Madeira, um Portugal que não se conformou”, e por isso diz “aos portugueses que vivem em Lisboa que isto chegou a um tal estado que não estejam à espera dos partidos políticos da oposição. Somos nós, povo, que temos que mudar Portugal”.
É verdade que Alberto João Jardim é conhecido pelos seus excessos verbais – por vezes reprováveis – mas, não deixa de ser um político com coragem, que diz aquilo que pensa e sem papas na língua. Pena que, por vezes, não seja levado mais a sério.
Jardim é capaz de ter razão: Portugal é um país conformado e rendido, onde é preciso que alguém faça algo e, a solução não parece estar na oposição – a classe política nacional deixa muito a desejar -, mas sim no povo. Se é verdade que o povo tem os políticos que merece – e nós merecíamos melhor, caramba! -, também não é menos verdade que quando o povo quiser pode mudar o estado das coisas. Basta querer.
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quarta-feira, 23 de julho de 2008
140 anos depois... e continua (quase) tudo na mesma
«Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.»
«Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»
Quem o escreveu foi Eça de Queiroz no jornal “O Distrito de Évora”, em 1867. É incrível a actualidade deste texto. 141 anos depois as coisas não mudaram muito…
«Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?»
Quem o escreveu foi Eça de Queiroz no jornal “O Distrito de Évora”, em 1867. É incrível a actualidade deste texto. 141 anos depois as coisas não mudaram muito…
domingo, 20 de julho de 2008
Sócrates quer deixar a sua marca…
Tal e qual um boneco de banda desenhada ou um super-herói, José Sócrates quer deixar a sua marca (na história de Portugal) pela sua governação. Já conseguiu!O Secretário-geral do Partido Socialista afirmou mesmo não se lembrar de nenhum Governo PS que “tivesse deixado tanta marca” na sociedade portuguesa… Estamos plenamente de acordo; acho que nem no Governo de António Guterres o PS conseguiu deixar tanta marca como a actual governação… infelizmente para os portugueses.
Segundo José Sócrates, “este Governo não cede para tratar da vida de ninguém, cede para dar mais oportunidades a todos” – mais oportunidades de ir para o desemprego, mais oportunidades de ver a inflação subir, mais oportunidades de acompanhar a subida dos combustíveis, mais oportunidades de ir ao supermercado e ver que os preços voltaram a subir…
Sócrates diz acreditar “num país sem preconceitos, um país confiante em si próprio, um país jovem e ambicioso”. Pois, pois… sem preconceitos: não se discrimina ninguém e há igualdade de oportunidades para todos – nem sequer é preciso ser engenheiro para ser primeiro-ministro; um país confiante: é o que se vê, pelas sondagens, somos dos países que menos auto-confiança têm; e um país jovem: onde a taxa de natalidade é das mais baixas da Europa.
Sócrates disse ainda que “o programa deste Governo é oferecer um país melhor aos jovens”. Sim, Espanha é um país melhor e fica mesmo aqui ao lado… parece-me ser uma boa oferta…
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Medidas de plástico
Este Governo preparava-se para mais uma das suas Grandes Medidas: cobrar cinco cêntimos por cada saco de plástico utilizado nas compras realizadas em grandes superfícies. E digo preparava-se, porque esta proposta tão depressa foi tornada pública como, logo de imediato, veio o secretário de Estado do Ambiente dizer que a proposta “já não era uma hipótese para o Governo”. Certamente, já têm outra Grande Medida na manga…
Se o que se pretendia era reduzir o consumo de sacos de plástico, seguramente haveria outras medidas a tomar. Não deverá é ser o consumidor a pagá-las! Sem dúvida que seria uma boa fonte de rendimentos para o Governo. É por causa destas Grandes Medidas que o custo de vida e a inflação aumentam no nosso país. É por causa destas Grandes Medidas que nada se resolve no nosso país.
Eu, até nem me importava de pagar os cinco cêntimos, desde que fosse para os membros deste Governo enfiarem os sacos de plástico nas suas cabeças…
Se o que se pretendia era reduzir o consumo de sacos de plástico, seguramente haveria outras medidas a tomar. Não deverá é ser o consumidor a pagá-las! Sem dúvida que seria uma boa fonte de rendimentos para o Governo. É por causa destas Grandes Medidas que o custo de vida e a inflação aumentam no nosso país. É por causa destas Grandes Medidas que nada se resolve no nosso país.
Eu, até nem me importava de pagar os cinco cêntimos, desde que fosse para os membros deste Governo enfiarem os sacos de plástico nas suas cabeças…
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