Por falar em férias, Algarve e calções: também foram divulgadas, recentemente, fotografias de José Sócrates em calções de banho.
(Mas o que é que se passa com estes fotógrafos?...)
O nosso ex-Primeiro-Ministro também não apresenta grande forma física. Afinal, para que é que ele mantinha o hábito de fazer jogging todas as manhãs? Não era ele que fazia questão de em todas as visitas oficiais ao estrangeiro aparecer, rodeado de seguranças, a correr pelas ruas das cidades por onde passava? Parece que, para além de aparecer nas fotografias (lá estão os fotógrafos outras vez…), não lhe serviu de muito.
Agora, que tem mais tempo livre, poderia passar pelo ginásio. Olhe, que a vida em Paris não é tão fácil como parece… É preciso manter a forma.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
HA HA HA HA
Só me apetece gritar uma célebre frase de um programa de televisão: “Eu quero voltar p’rá ilha…”
Segundo as últimas sondagens, realizadas pela Marktest para a TSF e Diário Económico, o PS ganharia as eleições legislativas por 0,8 pontos percentuais (ver aqui).
Segundo os números da sondagem, a seis semanas das eleições, o partido de José Sócrates tem uma recuperação de 11,6 pontos, obtendo 36% das intenções de voto, enquanto que o PSD, de Passos Coelho, registou uma queda de quase 12 pontos, ficando-se pelos 35%.
Resta-nos o alívio de saber que esta sondagem foi realizada, exclusivamente, a pessoas que têm telefone fixo. Falta saber se o número de pessoas que ainda têm telefone fixo é realmente demonstrativo do país. Esperemos que não.
Afinal, para que são todas estas greves, manifestações e contestações?... hem?
Segundo as últimas sondagens, realizadas pela Marktest para a TSF e Diário Económico, o PS ganharia as eleições legislativas por 0,8 pontos percentuais (ver aqui).
Segundo os números da sondagem, a seis semanas das eleições, o partido de José Sócrates tem uma recuperação de 11,6 pontos, obtendo 36% das intenções de voto, enquanto que o PSD, de Passos Coelho, registou uma queda de quase 12 pontos, ficando-se pelos 35%.
Resta-nos o alívio de saber que esta sondagem foi realizada, exclusivamente, a pessoas que têm telefone fixo. Falta saber se o número de pessoas que ainda têm telefone fixo é realmente demonstrativo do país. Esperemos que não.
Afinal, para que são todas estas greves, manifestações e contestações?... hem?
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terça-feira, 19 de abril de 2011
Pedir o Rendimento Mínimo
Durante meses, ouvimos o nosso Primeiro-Ministro a dizer não ao FMI. Segundo o nosso chefe de Governo, Portugal não precisava da ajuda externa, a nossa economia estava bem. José Sócrates “acreditava” que nós éramos capazes de resolver os nossos próprios problemas e consolidar as nossas contas.
Depois, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio dizer que o país só tem dinheiro até ao final do mês de Maio.
Afinal, houve alguém que não disse (toda) a verdade aos portugueses e ao país. Ou José Sócrates não era o Primeiro-Ministro deste Portugal, ou o seu Ministro das Finanças escondia-lhe os números e o retrato do país real.
Assim, após a constatação do (verdadeiro) estado da nação parece só temos uma solução: Portugal vai recorrer ao “Rendimento Mínimo” da União Europeia e do FMI.
Depois, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio dizer que o país só tem dinheiro até ao final do mês de Maio.
Afinal, houve alguém que não disse (toda) a verdade aos portugueses e ao país. Ou José Sócrates não era o Primeiro-Ministro deste Portugal, ou o seu Ministro das Finanças escondia-lhe os números e o retrato do país real.
Assim, após a constatação do (verdadeiro) estado da nação parece só temos uma solução: Portugal vai recorrer ao “Rendimento Mínimo” da União Europeia e do FMI.
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quarta-feira, 30 de março de 2011
Quem tem medo do FMI?
Quem tem medo do FMI?...
Quem conseguiu sobreviver, ainda que à rasca, ao Governo de José Sócrates, certamente, também sobreviverá aos senhores do Fundo Monetário Internacional. Quem conseguiu ultrapassar as dificuldades criadas pelos sucessivos PEC’s deste Governo, também conseguirá ultrapassar as exigentes medidas dos senhores do FMI.
O Governo de José Sócrates era um autêntico Lobo Mau, depois de ter andado anos a “comer” os capuchinhos vermelhos, agora, preparava-se para “comer” as avozinhas do país.
Eu não tenho medo do FMI, tenho medo é do Sócrates.
Quem conseguiu sobreviver, ainda que à rasca, ao Governo de José Sócrates, certamente, também sobreviverá aos senhores do Fundo Monetário Internacional. Quem conseguiu ultrapassar as dificuldades criadas pelos sucessivos PEC’s deste Governo, também conseguirá ultrapassar as exigentes medidas dos senhores do FMI.
O Governo de José Sócrates era um autêntico Lobo Mau, depois de ter andado anos a “comer” os capuchinhos vermelhos, agora, preparava-se para “comer” as avozinhas do país.
Eu não tenho medo do FMI, tenho medo é do Sócrates.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O Mundo mudou!
Segundo José Sócrates, em entrevista à RTP esta semana, o Mundo mudou nas últimas três semanas.
Não sei em que Mundo é que o nosso Primeiro-Ministro vive, nem o que mudou no seu Mundo. Mas sei o que vai mudar no meu assim que os impostos aumentarem...
Para mim o Mundo vai ficar mais pequeno. Bem pequenino...
Não sei em que Mundo é que o nosso Primeiro-Ministro vive, nem o que mudou no seu Mundo. Mas sei o que vai mudar no meu assim que os impostos aumentarem...
Para mim o Mundo vai ficar mais pequeno. Bem pequenino...
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domingo, 16 de maio de 2010
Estender o tapete a Sócrates
Pedro Passos Coelho provou ser um homem que sabe jogar de forma inteligente.
O líder do PSD, sem grandes alternativas, deu o seu apoio – e o do partido – a este Governo para avançar com o aumento de impostos.
Mas recuemos um pouco, para percebermos melhor esta jogada astuta de Passos Coelho.
Ainda candidato à presidência do PSD, Pedro Passos Coelho acusava o Governo de José Sócrates de querer fazer “um aumento encapotado de impostos” e acrescentava, que esse seria o “pior caminho para Portugal” e que, “aqueles que trabalham e criam poupança no país não podem ser os que pagam a crise”.
Depois do milagroso pacto de 13 de Maio entre Sócrates e Passos Coelho, o líder do PSD apareceu nas televisões a pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu acordo a um conjunto de “medidas duras” e contrárias ao que tinha defendido.
A fuga ao aumento dos impostos parece-me impossível e, mais cedo ou mais tarde, isso teria que acontecer. Como provavelmente o Governo de José Sócrates não se aguentará até ao final do ano, Passos Coelho não tinha grandes alternativas; ou apoiava Sócrates agora ou, mais tarde, quando o PSD fosse Governo, teria que ser ele a fazê-lo, passando a ser o “mau da fita”.
Pedro Passos Coelho estendeu o tapete a José Sócrates e, agora, prepara-se para lhe puxar o tapete debaixo dos pés assim que puder.
O líder do PSD, sem grandes alternativas, deu o seu apoio – e o do partido – a este Governo para avançar com o aumento de impostos.
Mas recuemos um pouco, para percebermos melhor esta jogada astuta de Passos Coelho.
Ainda candidato à presidência do PSD, Pedro Passos Coelho acusava o Governo de José Sócrates de querer fazer “um aumento encapotado de impostos” e acrescentava, que esse seria o “pior caminho para Portugal” e que, “aqueles que trabalham e criam poupança no país não podem ser os que pagam a crise”.
Depois do milagroso pacto de 13 de Maio entre Sócrates e Passos Coelho, o líder do PSD apareceu nas televisões a pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu acordo a um conjunto de “medidas duras” e contrárias ao que tinha defendido.
A fuga ao aumento dos impostos parece-me impossível e, mais cedo ou mais tarde, isso teria que acontecer. Como provavelmente o Governo de José Sócrates não se aguentará até ao final do ano, Passos Coelho não tinha grandes alternativas; ou apoiava Sócrates agora ou, mais tarde, quando o PSD fosse Governo, teria que ser ele a fazê-lo, passando a ser o “mau da fita”.
Pedro Passos Coelho estendeu o tapete a José Sócrates e, agora, prepara-se para lhe puxar o tapete debaixo dos pés assim que puder.
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sábado, 15 de maio de 2010
O Sócrates é que a sabe toda…
Numa altura em que o país se encontra completamente mergulhado no boião da crise, o Governo tem sabido aproveitar a conjuntura nacional para fazer passar as suas medidas sem grandes sobressaltos.
Em Março, Sócrates apresentava o PEC para salvar o país da crise, e garantia que este não traria aumento de impostos, excepto para os portugueses com chorudos rendimentos. Dizia o Primeiro-Ministro que era em nome de um princípio de “justiça e equidade na distribuição do esforço nacional”.
Entretanto, o país estava num impasse decisivo para a vida de todos os portugueses: saber em que fim de semana o Benfica se sagrava campeão nacional. O Governo viu a luz e aproveitou para por o PEC em funcionamento. De seguida, foi a grande festa nacional do título benfiquista, e todo o resto deixou de ter importância. Os portugueses vivem para o futebol e não vão à bola com políticos.
O campeonato nacional de futebol acabou, mas o país continuou a olhar para a bola. Carlos Queirós anunciou os “eleitos” para o Mundial da África do Sul e, assim, não faltaram motivos para polémicas e acesas discussões.
De seguida, o esforço nacional virou-se para a preparação da visita do Papa Bento XVI a Portugal e, após um milagroso acordo – celebrado a 13 de Maio – entre o Primeiro-Ministro e o líder da oposição, os impostos aumentaram. Desta vez, para todos os portugueses. O líder da oposição pede desculpa ao país (pelo que ainda não fez e pelo que já deixou fazer) e o Primeiro-Ministro diz que se lixe a “justiça e a equidade”. Segue-se o grande princípio de que quando toca a pagar, pagam todos – é o esforço colectivo para pagar os erros (e os gastos) de uns quantos.
Agora que o Papa terminou a visita ao nosso país, os portugueses sentem-se mais abençoados e dedicam o seu esforço nacional à Selecção de futebol que se prepara para o Mundial. Daqui a umas semanas, todos os tugas, de cachecol verde e rubro ao pescoço, têm os olhos postos na África do Sul e esperaram que mais um milagre leve Portugal à final do Campeonato do Mundo.
Depois do Mundial, em plena época estival, o país fecha para férias. Os portugueses, desiludidos, mandam o resultado da Selecção às malvas e vão a banhos, só regressando às suas vidas normais em Setembro.
É nessa altura que os portugueses vão ter uma surpresa: os impostos aumentaram. Viver custa cada vez mais e o ordenado, ao fim do mês, é cada vez menos.
Em Março, Sócrates apresentava o PEC para salvar o país da crise, e garantia que este não traria aumento de impostos, excepto para os portugueses com chorudos rendimentos. Dizia o Primeiro-Ministro que era em nome de um princípio de “justiça e equidade na distribuição do esforço nacional”.
Entretanto, o país estava num impasse decisivo para a vida de todos os portugueses: saber em que fim de semana o Benfica se sagrava campeão nacional. O Governo viu a luz e aproveitou para por o PEC em funcionamento. De seguida, foi a grande festa nacional do título benfiquista, e todo o resto deixou de ter importância. Os portugueses vivem para o futebol e não vão à bola com políticos.
O campeonato nacional de futebol acabou, mas o país continuou a olhar para a bola. Carlos Queirós anunciou os “eleitos” para o Mundial da África do Sul e, assim, não faltaram motivos para polémicas e acesas discussões.
De seguida, o esforço nacional virou-se para a preparação da visita do Papa Bento XVI a Portugal e, após um milagroso acordo – celebrado a 13 de Maio – entre o Primeiro-Ministro e o líder da oposição, os impostos aumentaram. Desta vez, para todos os portugueses. O líder da oposição pede desculpa ao país (pelo que ainda não fez e pelo que já deixou fazer) e o Primeiro-Ministro diz que se lixe a “justiça e a equidade”. Segue-se o grande princípio de que quando toca a pagar, pagam todos – é o esforço colectivo para pagar os erros (e os gastos) de uns quantos.
Agora que o Papa terminou a visita ao nosso país, os portugueses sentem-se mais abençoados e dedicam o seu esforço nacional à Selecção de futebol que se prepara para o Mundial. Daqui a umas semanas, todos os tugas, de cachecol verde e rubro ao pescoço, têm os olhos postos na África do Sul e esperaram que mais um milagre leve Portugal à final do Campeonato do Mundo.
Depois do Mundial, em plena época estival, o país fecha para férias. Os portugueses, desiludidos, mandam o resultado da Selecção às malvas e vão a banhos, só regressando às suas vidas normais em Setembro.
É nessa altura que os portugueses vão ter uma surpresa: os impostos aumentaram. Viver custa cada vez mais e o ordenado, ao fim do mês, é cada vez menos.
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O problema “Mário Crespo” ou Que liberdade há nesta República?
Mário Crespo publicou, hoje, na página web do Instituto Francisco Sá Carneiro, um texto que, segundo o próprio, era para ser publicado na imprensa nacional: na sua habitual coluna de opinião semanal do Jornal de Notícias!
Segundo Nota da Direcção do JN, «O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de Notícias. Essa colaboração cessou por sua vontade», tudo isto porque o texto em questão não ia de acordo com os princípios (ou orientações) do jornal.
Porra!... Por isso, é que se diz ser um texto de opinião, o-pi-ni-ão, meus senhores. É por isso que vem assinado – o que quer dizer que aquele texto é o pensamento do seu autor e não, necessariamente, a ideologia do órgão que a publica.
O texto começa assim: «Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.»
Isto está lindo!... É do conhecimento público, que o nosso primeiro-ministro não tem uma relação, digamos, muito amistosa com os jornalistas e com quem tenha opiniões discordantes das suas. Parece que depois de Manuela Moura Guedes, depois de José Eduardo Moniz, depois de Marcelo Rebelo de Sousa, depois do director do Público, depois de… chegou a hora de Mário Crespo.
Numa semana em que se comemorou a liberdade e a república, resta saber, afinal, que liberdade há nesta república.
Segundo Nota da Direcção do JN, «O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de Notícias. Essa colaboração cessou por sua vontade», tudo isto porque o texto em questão não ia de acordo com os princípios (ou orientações) do jornal.
Porra!... Por isso, é que se diz ser um texto de opinião, o-pi-ni-ão, meus senhores. É por isso que vem assinado – o que quer dizer que aquele texto é o pensamento do seu autor e não, necessariamente, a ideologia do órgão que a publica.
O texto começa assim: «Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”.»
Isto está lindo!... É do conhecimento público, que o nosso primeiro-ministro não tem uma relação, digamos, muito amistosa com os jornalistas e com quem tenha opiniões discordantes das suas. Parece que depois de Manuela Moura Guedes, depois de José Eduardo Moniz, depois de Marcelo Rebelo de Sousa, depois do director do Público, depois de… chegou a hora de Mário Crespo.
Numa semana em que se comemorou a liberdade e a república, resta saber, afinal, que liberdade há nesta república.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Manuela Moura Guedes, TVI, José Sócrates & C.ª, Lda.
O que aconteceu, agora, na TVI, poderia ter acontecido há algum tempo atrás. O que aconteceu na TVI poderia ter acontecido em qualquer outra empresa, com qualquer trabalhador. A diferença, está no facto de que Manuela Moura Guedes era a esposa do então “manda-chuva”. Agora que o “manda-chuva” deixou de o ser, a administração da empresa achou-se com liberdade e com o à-vontade suficiente para o fazer.
O momento escolhido – a poucas semanas das Eleições Legislativas – não terá sido o mais feliz e pode vir a ser problemático para José Sócrates (que há cinco meses acusou este noticiário de “jornalismo travestido” e de “caça ao homem), com a oposição e alguma opinião pública a dizer que foi a “vingança” do Primeiro-Ministro.
Confesso que não gosto do critério editorial da TVI, que não gostava do Jornal Nacional de Sexta, como não gosto de nenhum outro da estação. Havia ali uma mistura de conceitos – pelo menos dos meus conceitos –, onde se misturava o “serviço informativo” com um qualquer outro programa de entrevistas, opinião ou até mesmo de entretenimento.
Manuela Moura Guedes merecia um programa próprio, só seu, onde, aí sim, poderia dar azo aos seus comentários e à sua espontaneidade. É necessário realçar aqui a coragem e a frontalidade com que a jornalista fazia o seu trabalho e comentava os temas.
Resta esperar que a liberdade de imprensa e de expressão imperem no país, que se trate apenas de uma “remodelação” na TVI e não de mais uma “caça às bruxas” e que Manuela Moura Guedes encontre rapidamente um programa onde possa mostrar o seu trabalho e partilhar as suas opiniões.
O momento escolhido – a poucas semanas das Eleições Legislativas – não terá sido o mais feliz e pode vir a ser problemático para José Sócrates (que há cinco meses acusou este noticiário de “jornalismo travestido” e de “caça ao homem), com a oposição e alguma opinião pública a dizer que foi a “vingança” do Primeiro-Ministro.
Confesso que não gosto do critério editorial da TVI, que não gostava do Jornal Nacional de Sexta, como não gosto de nenhum outro da estação. Havia ali uma mistura de conceitos – pelo menos dos meus conceitos –, onde se misturava o “serviço informativo” com um qualquer outro programa de entrevistas, opinião ou até mesmo de entretenimento.
Manuela Moura Guedes merecia um programa próprio, só seu, onde, aí sim, poderia dar azo aos seus comentários e à sua espontaneidade. É necessário realçar aqui a coragem e a frontalidade com que a jornalista fazia o seu trabalho e comentava os temas.
Resta esperar que a liberdade de imprensa e de expressão imperem no país, que se trate apenas de uma “remodelação” na TVI e não de mais uma “caça às bruxas” e que Manuela Moura Guedes encontre rapidamente um programa onde possa mostrar o seu trabalho e partilhar as suas opiniões.
O vídeo promocional que nunca chegou a ir para o ar…
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Primeiro-Ministro na SIC
Ouvi com muita atenção a entrevista do nosso primeiro-ministro na SIC. Fiquei com duas ideias: a entrevista foi realizada num tom quase de sussurro e que José Sócrates está com um discurso um pouco mais humilde.
Tanto a jornalista como o primeiro-ministro falaram num tom bastante ameno, sem grandes alterações. Quase que sussurravam. E, certamente, não era para que Manuela Ferreira Leite não ouvisse as opiniões de Sócrates mas sim para “ajudar” ao ar de mudança do primeiro-ministro.
Quanto à intervenção do líder do Governo, há nitidamente uma mudança. José Sócrates está com uma atitude menos agressiva e com um discurso mais humilde. Seguramente já a pensar nas eleições Legislativas.
Para José Sócrates a campanha eleitoral já começou.
Tanto a jornalista como o primeiro-ministro falaram num tom bastante ameno, sem grandes alterações. Quase que sussurravam. E, certamente, não era para que Manuela Ferreira Leite não ouvisse as opiniões de Sócrates mas sim para “ajudar” ao ar de mudança do primeiro-ministro.
Quanto à intervenção do líder do Governo, há nitidamente uma mudança. José Sócrates está com uma atitude menos agressiva e com um discurso mais humilde. Seguramente já a pensar nas eleições Legislativas.
Para José Sócrates a campanha eleitoral já começou.
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Sócrates não dorme por pensar no desemprego…
O nosso Primeiro-Ministro revelou hoje um estranho sentido de humor e de oportunidade. Diz que não consegue dormir por pensar no desemprego. Só falta esclarecer se é no desemprego que assola o país ou, se é no seu desemprego que se adivinha.
Segundo o Público Online, José Sócrates disse hoje, numa inauguração, em Penacova, que tem “momentos de angústia” e que “tenho momentos em que não durmo a pensar nisso”. Nisso do desemprego.
O nosso Primeiro-Ministro não consegue dormir, por pensar no desemprego que, segundo afirmou, “cresce em Portugal como cresce em todo o lado e, o nosso dever, é combater isso”.
Se o Primeiro-Ministro, com o seu chorudo ordenado garantido, não consegue dormir, ele que imagine os milhares de portugueses que estão dependentes do Subsídio de Desemprego, ou aqueles que não têm subsídio nem ordenado, aqueles que têm uma família para manter, aqueles que têm as contas para pagar…
Ou será que José Sócrates já está a pensar que não vai ganhar as próximas eleições e que ficará desempregado? Ele que fique tranquilo, pois, pelo “joguinho das panelas” (ver post anterior), ele certamente terá um lugar assegurado num qualquer lugar, numa qualquer empresa pública ou privada.
Quanto ao combate ao desemprego, este Governo não está a cumprir “o nosso dever”, como diz Sócrates – e não o está a fazer porque não me parece ter capacidade para tal e porque não tem tempo para isso, pois as inaugurações são muitas até às eleições…
Segundo o Público Online, José Sócrates disse hoje, numa inauguração, em Penacova, que tem “momentos de angústia” e que “tenho momentos em que não durmo a pensar nisso”. Nisso do desemprego.
O nosso Primeiro-Ministro não consegue dormir, por pensar no desemprego que, segundo afirmou, “cresce em Portugal como cresce em todo o lado e, o nosso dever, é combater isso”.
Se o Primeiro-Ministro, com o seu chorudo ordenado garantido, não consegue dormir, ele que imagine os milhares de portugueses que estão dependentes do Subsídio de Desemprego, ou aqueles que não têm subsídio nem ordenado, aqueles que têm uma família para manter, aqueles que têm as contas para pagar…
Ou será que José Sócrates já está a pensar que não vai ganhar as próximas eleições e que ficará desempregado? Ele que fique tranquilo, pois, pelo “joguinho das panelas” (ver post anterior), ele certamente terá um lugar assegurado num qualquer lugar, numa qualquer empresa pública ou privada.
Quanto ao combate ao desemprego, este Governo não está a cumprir “o nosso dever”, como diz Sócrates – e não o está a fazer porque não me parece ter capacidade para tal e porque não tem tempo para isso, pois as inaugurações são muitas até às eleições…
sábado, 27 de dezembro de 2008
Empenhamento e coragem de José Sócrates
José Sócrates “foi à televisão” transmitir a sua mensagem de Natal aos portugueses. Antes não o tivesse feito…O Primeiro-Ministro não podia ter “pintado” esta época natalícia num quadro mais realista. Realista e cinzento. Na sua mensagem de Natal, José Sócrates pediu aos portugueses “empenhamento e coragem”.
Como é do conhecimento geral “empenhamento” é coisa que não falta aos portugueses; qual é a família portuguesa que, hoje em dia, não está empenhada até ao pescoço? Mas para o Primeiro-Ministro ainda não chega, ele quer que nos empenhemos ainda mais...
Por outro lado, o chefe do Governo pediu igualmente “coragem”. De facto, é preciso muita coragem para continuar a viver neste país – eu diria mesmo que uma (boa) dose de loucura também ajuda.
Senhor Primeiro-Ministro, aquilo que pediu aos portugueses é, igualmente, aquilo que os portugueses desejam deste Governo: Empenhamento na governação e coragem para que se tomem as medidas necessárias – mesmo as menos populares – para colocar o país no “rumo certo”.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Nós é que pagamos a crise
Parece que é definitivo. A crise está instalada na Europa e na América e teme-se uma recessão mais ou menos global. Os Governos reúnem-se e aprovam ajudas financeiras aos bancos.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, diz que esta crise é das que acontecem uma vez na vida e que não se fará sentir por cá tanto como se sentirá na América e no resto da Europa. No entanto, este fim-de-semana, o Governo aprovou um fundo de vinte mil milhões de euros para garantir as operações de financiamento da Banca.
Todos nós sabemos que para recorrermos ao crédito bancário temos que dar garantias – para obtermos um presunto, temos que dar como garantia o porco, a pocilga, o tractor e a quinta. Agora, o engenheiro Sócrates decidiu que todos nós, portugueses, vamos pagar o financiamento da Banca (privada) nacional. Todos nós, com os nossos impostos, vamos pagar a má gestão, as asneiras e a mania das grandezas dos homens da Banca privada.
O engenheiro Sócrates pediu autorização a quem?
Vai ser o nosso dinheiro que vai pagar os ordenados chorudos dos homens da Banca, e nós que nos contentemos com a miséria do salário mínimo e com as reformas de merda.
Eu conheço algumas pessoas que já estão a tirar as teias de aranha e a limpar o pó debaixo do colchão… Resta-me a satisfação de saber que “esta é das crises que só acontecem uma vez na vida” e que, assim, não terei outra…
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, diz que esta crise é das que acontecem uma vez na vida e que não se fará sentir por cá tanto como se sentirá na América e no resto da Europa. No entanto, este fim-de-semana, o Governo aprovou um fundo de vinte mil milhões de euros para garantir as operações de financiamento da Banca.
Todos nós sabemos que para recorrermos ao crédito bancário temos que dar garantias – para obtermos um presunto, temos que dar como garantia o porco, a pocilga, o tractor e a quinta. Agora, o engenheiro Sócrates decidiu que todos nós, portugueses, vamos pagar o financiamento da Banca (privada) nacional. Todos nós, com os nossos impostos, vamos pagar a má gestão, as asneiras e a mania das grandezas dos homens da Banca privada.
O engenheiro Sócrates pediu autorização a quem?
Vai ser o nosso dinheiro que vai pagar os ordenados chorudos dos homens da Banca, e nós que nos contentemos com a miséria do salário mínimo e com as reformas de merda.
Eu conheço algumas pessoas que já estão a tirar as teias de aranha e a limpar o pó debaixo do colchão… Resta-me a satisfação de saber que “esta é das crises que só acontecem uma vez na vida” e que, assim, não terei outra…
terça-feira, 29 de julho de 2008
Anda bicho na madeira…
Alberto João Jardim voltou a falar. Jardim voltou a dirigir a sua verve contra o Governo da República. Desta feita, não falou sozinho e mostrou que já tem um discípulo que, aliás, partilha das suas opiniões e do seu estilo de discurso.Na festa anual do PSD-Madeira, em Chão da Lagoa, João Jardim disse que considera José Sócrates como “o grande inimigo da Madeira” – coisa a que já nos habituou – mas, este ano, o Presidente do Governo Regional da Madeira contou com um (forte) aliado: Jaime Ramos (Secretário-Geral do PSD Madeira).
Jaime Ramos avisou que quem quer ter ilhas no Atlântico “tem de pagá-las, tem de sustentá-las” e que “se Portugal quer manter a Madeira unida a Portugal tem de pagar a tempo e a horas, senão vai ter uma acção de despejo”. Não há dúvida que João Jardim está a fazer escola…
Mas Alberto João Jardim não poupou “elogios” ao Primeiro-Ministro, considerando “que é um insulto aos portugueses ser governados por Sócrates”. Jardim adiantou que está na hora da mudança e garantiu que “os portugueses do continente podem contar com os portugueses da Madeira para dar a volta que tem que se dar a Portugal”, pois “Sócrates não pode continuar a governar Portugal”.
O Presidente do Governo Regional da Madeira acrescentou ainda que Portugal “é um país que está acovardado, é um país que está rendido, é um país completamente conformado mas, há aqui, na Madeira, um Portugal que não se conformou”, e por isso diz “aos portugueses que vivem em Lisboa que isto chegou a um tal estado que não estejam à espera dos partidos políticos da oposição. Somos nós, povo, que temos que mudar Portugal”.
É verdade que Alberto João Jardim é conhecido pelos seus excessos verbais – por vezes reprováveis – mas, não deixa de ser um político com coragem, que diz aquilo que pensa e sem papas na língua. Pena que, por vezes, não seja levado mais a sério.
Jardim é capaz de ter razão: Portugal é um país conformado e rendido, onde é preciso que alguém faça algo e, a solução não parece estar na oposição – a classe política nacional deixa muito a desejar -, mas sim no povo. Se é verdade que o povo tem os políticos que merece – e nós merecíamos melhor, caramba! -, também não é menos verdade que quando o povo quiser pode mudar o estado das coisas. Basta querer.
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domingo, 20 de julho de 2008
Sócrates quer deixar a sua marca…
Tal e qual um boneco de banda desenhada ou um super-herói, José Sócrates quer deixar a sua marca (na história de Portugal) pela sua governação. Já conseguiu!O Secretário-geral do Partido Socialista afirmou mesmo não se lembrar de nenhum Governo PS que “tivesse deixado tanta marca” na sociedade portuguesa… Estamos plenamente de acordo; acho que nem no Governo de António Guterres o PS conseguiu deixar tanta marca como a actual governação… infelizmente para os portugueses.
Segundo José Sócrates, “este Governo não cede para tratar da vida de ninguém, cede para dar mais oportunidades a todos” – mais oportunidades de ir para o desemprego, mais oportunidades de ver a inflação subir, mais oportunidades de acompanhar a subida dos combustíveis, mais oportunidades de ir ao supermercado e ver que os preços voltaram a subir…
Sócrates diz acreditar “num país sem preconceitos, um país confiante em si próprio, um país jovem e ambicioso”. Pois, pois… sem preconceitos: não se discrimina ninguém e há igualdade de oportunidades para todos – nem sequer é preciso ser engenheiro para ser primeiro-ministro; um país confiante: é o que se vê, pelas sondagens, somos dos países que menos auto-confiança têm; e um país jovem: onde a taxa de natalidade é das mais baixas da Europa.
Sócrates disse ainda que “o programa deste Governo é oferecer um país melhor aos jovens”. Sim, Espanha é um país melhor e fica mesmo aqui ao lado… parece-me ser uma boa oferta…
sexta-feira, 22 de junho de 2007
Do Portugal profundo para o mais fundo de Portugal
Notícias vindas a lume recentemente, dizem que José Sócrates apresentou uma queixa-crime contra o autor do blog “Do Portugal Profundo”, António Balbino Caldeira, devido ao conjunto de textos que este escreveu sobre a licenciatura do Primeiro-Ministro.
Também recentemente, numa reportagem exibida na TV, um piloto da nossa esquadra de F16 – situada na Base Aérea nº 5 (Monte Real) – garantiu que era o Primeiro-Ministro quem dava a ordem de disparo daquelas aeronaves.
António Caldeira que se ponha a pau…
Para ler: http://doportugalprofundo.blogspot.com/.
terça-feira, 24 de abril de 2007
O fim da dúvida
Eu já não tenho dúvidas!
A televisão é uma “caixinha” surpreendente e com um grande poder. Com a sua aparição na TV, José Sócrates esclareceu todas as minhas incertezas quanto à sua licenciatura. Para mim o nosso primeiro-ministro foi perfeitamente elucidativo.
Não me restam dúvidas. Depois das imagens, na televisão, do nosso primeiro-ministro de colher na mão (na obra do IKEA), não me restam dúvidas: José Sócrates é engenheiro!
A televisão é uma “caixinha” surpreendente e com um grande poder. Com a sua aparição na TV, José Sócrates esclareceu todas as minhas incertezas quanto à sua licenciatura. Para mim o nosso primeiro-ministro foi perfeitamente elucidativo.
Não me restam dúvidas. Depois das imagens, na televisão, do nosso primeiro-ministro de colher na mão (na obra do IKEA), não me restam dúvidas: José Sócrates é engenheiro!
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quarta-feira, 11 de abril de 2007
Azares...
Toda esta polémica à volta da licenciatura do nosso Primeiro-Ministro é tipicamente portuguesa. Três semanas a especular sobre a licenciatura do nosso Primeiro-Ministro. O jornal “Público” noticiou as contradições, as omissões, os documentos não assinados e os assinados ao domingo que fazem parte do dossier de José Sócrates arquivado na Universidade Independente.
Eu não quero saber se o homem que dirige o país é doutor ou engenheiro. Para mim tanto faz; para mim até pode ser empregado de mesa ou dona de casa. O que eu quero é que esse homem – o Primeiro-Ministro – governe bem o país e zele pelo bem-estar dos portugueses.
Toda esta trapalhada é o fruto de uma série de azares: o azar de José Sócrates foi a Universidade Independente – onde, ao que parece, fez o curso – estar agora a ser investigada; o azar de José Sócrates é ser, agora, o Primeiro-Ministro de Portugal; o azar de José Sócrates é ter muita gente que não gosta dele; o azar de Portugal é ter um Primeiro-Ministro como José Sócrates.
Eu não quero saber se o homem que dirige o país é doutor ou engenheiro. Para mim tanto faz; para mim até pode ser empregado de mesa ou dona de casa. O que eu quero é que esse homem – o Primeiro-Ministro – governe bem o país e zele pelo bem-estar dos portugueses.
Toda esta trapalhada é o fruto de uma série de azares: o azar de José Sócrates foi a Universidade Independente – onde, ao que parece, fez o curso – estar agora a ser investigada; o azar de José Sócrates é ser, agora, o Primeiro-Ministro de Portugal; o azar de José Sócrates é ter muita gente que não gosta dele; o azar de Portugal é ter um Primeiro-Ministro como José Sócrates.
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