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quinta-feira, 21 de abril de 2011

HA HA HA HA

Só me apetece gritar uma célebre frase de um programa de televisão: “Eu quero voltar p’rá ilha…”

Segundo as últimas sondagens, realizadas pela Marktest para a TSF e Diário Económico, o PS ganharia as eleições legislativas por 0,8 pontos percentuais (ver aqui).
Segundo os números da sondagem, a seis semanas das eleições, o partido de José Sócrates tem uma recuperação de 11,6 pontos, obtendo 36% das intenções de voto, enquanto que o PSD, de Passos Coelho, registou uma queda de quase 12 pontos, ficando-se pelos 35%.
Resta-nos o alívio de saber que esta sondagem foi realizada, exclusivamente, a pessoas que têm telefone fixo. Falta saber se o número de pessoas que ainda têm telefone fixo é realmente demonstrativo do país. Esperemos que não.
Afinal, para que são todas estas greves, manifestações e contestações?... hem?

domingo, 16 de maio de 2010

Estender o tapete a Sócrates

Pedro Passos Coelho provou ser um homem que sabe jogar de forma inteligente.
O líder do PSD, sem grandes alternativas, deu o seu apoio – e o do partido – a este Governo para avançar com o aumento de impostos.
Mas recuemos um pouco, para percebermos melhor esta jogada astuta de Passos Coelho.
Ainda candidato à presidência do PSD, Pedro Passos Coelho acusava o Governo de José Sócrates de querer fazer “um aumento encapotado de impostos” e acrescentava, que esse seria o “pior caminho para Portugal” e que, “aqueles que trabalham e criam poupança no país não podem ser os que pagam a crise”.
Depois do milagroso pacto de 13 de Maio entre Sócrates e Passos Coelho, o líder do PSD apareceu nas televisões a pedir desculpa aos portugueses por ter dado o seu acordo a um conjunto de “medidas duras” e contrárias ao que tinha defendido.
A fuga ao aumento dos impostos parece-me impossível e, mais cedo ou mais tarde, isso teria que acontecer. Como provavelmente o Governo de José Sócrates não se aguentará até ao final do ano, Passos Coelho não tinha grandes alternativas; ou apoiava Sócrates agora ou, mais tarde, quando o PSD fosse Governo, teria que ser ele a fazê-lo, passando a ser o “mau da fita”.
Pedro Passos Coelho estendeu o tapete a José Sócrates e, agora, prepara-se para lhe puxar o tapete debaixo dos pés assim que puder.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ter a dita dura...

Manuela Ferreira Leite, líder nacional do PSD, tem tido uma postura muito peculiar e pouco habitual num líder da oposição; raramente fala, raramente faz comentários à actuação do Governo.
Ontem, Manuela Ferreira Leite, ao referir-se às classes profissionais – professores incluídos – proferiu as seguintes palavras: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia” (ler notícia aqui).
A líder do PSD falou sem pensar, ou disse aquilo que pensa... Por esta altura, já não devem faltar pessoas no seio do PSD, com a dita dura, a querer passar seis meses sem Manuela Ferreira Leite…