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quarta-feira, 30 de março de 2011

Quem tem medo do FMI?

Quem tem medo do FMI?...
Quem conseguiu sobreviver, ainda que à rasca, ao Governo de José Sócrates, certamente, também sobreviverá aos senhores do Fundo Monetário Internacional. Quem conseguiu ultrapassar as dificuldades criadas pelos sucessivos PEC’s deste Governo, também conseguirá ultrapassar as exigentes medidas dos senhores do FMI.
O Governo de José Sócrates era um autêntico Lobo Mau, depois de ter andado anos a “comer” os capuchinhos vermelhos, agora, preparava-se para “comer” as avozinhas do país.
Eu não tenho medo do FMI, tenho medo é do Sócrates.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O buraco do G20

Terminou mais uma cimeira do G20. Os líderes das principais economias mundiais, reuniram-se em Toronto, no Canadá.
No fim da conferência de Toronto, os líderes definiram as metas a atingir em relação ao défice. Ficou definido o prazo de três anos para cada país cortar o seu défice para metade. No entanto, cada país vai fixar as políticas que achar mais convenientes. Ou seja, cada um fará o que quiser.
Os dirigentes do G20 chegaram igualmente a acordo para, no prazo de seis anos, estabilizarem, ou mesmo reduzirem, os níveis da dívida face ao Produto Interno Bruto.
Parece-me que esta cimeira do G20 se assemelhou muito com as reuniões daquelas empresas em dificuldades, que tentam reduzir os custos fazendo cortes nas aquisições de esferográficas, de café e de papel higiénico…
Parece-me que está provado que o actual sistema social e financeiro não nos serve. Em vez de se tentar encontrar alternativas, está-se a tentar remediar o problema. Mas uma coisa é certa, mais tarde o buraco será muito maior.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Notícia desanimadora...

O Dubai tem os maiores arranha-céus do mundo, o único hotel de sete estrelas e ilhas artificiais em forma de palmeiras. O Dubai também tem dificuldades em pagar as suas dívidas.

O “país dos marajás” endividou-se fortemente junto da banca estrangeira para pagar grandes projectos imobiliários e, agora, diz ter dificuldades para liquidar essas dívidas. Os gigantes económicos já estão com os cabelos em pé.

Depois da Argentina (2001) e da Islândia (2008), parece que chegou a vez do Dubai estar com prenúncio de bancarrota.

Afinal, no Dubai, não são só as ilhas que são artificiais…

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A corrida

Desculpem este meu ar esbaforido...
mas tive que ir a correr...
levantar o meu dinheiro do BPN.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Bancos coxos…

Hoje, cinco dos maiores bancos portugueses (BCP, BES, BPI, Santander e a Caixa Geral de Depósitos) admitiram a possibilidade de virem a recorrer aos 20 mil milhões de euros que o Governo disponibilizou, há poucos dias, como garantia à Banca portuguesa para estabilizar o sistema financeiro.
Possibilidade, dizem eles… Vão aproveitar até ao último cêntimo.
É o nosso querido Governo a ajudar estas “famílias necessitadas” com o dinheiro dos nossos impostos.
Então, onde é que está o nosso sistema financeiro pouco exposto à crise internacional e a Banca sólida? Onde é que estão os lucros (loucos) que os Bancos andaram anos e anos a anunciar? Onde é que estão os Bancos que queriam comprar outros Bancos?
Sabem, meus amigos, lá diz o povo – e com razão: Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.
Isto (ainda) vai dar merda!...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Nós é que pagamos a crise

Parece que é definitivo. A crise está instalada na Europa e na América e teme-se uma recessão mais ou menos global. Os Governos reúnem-se e aprovam ajudas financeiras aos bancos.
O Primeiro-Ministro, José Sócrates, diz que esta crise é das que acontecem uma vez na vida e que não se fará sentir por cá tanto como se sentirá na América e no resto da Europa. No entanto, este fim-de-semana, o Governo aprovou um fundo de vinte mil milhões de euros para garantir as operações de financiamento da Banca.
Todos nós sabemos que para recorrermos ao crédito bancário temos que dar garantias – para obtermos um presunto, temos que dar como garantia o porco, a pocilga, o tractor e a quinta. Agora, o engenheiro Sócrates decidiu que todos nós, portugueses, vamos pagar o financiamento da Banca (privada) nacional. Todos nós, com os nossos impostos, vamos pagar a má gestão, as asneiras e a mania das grandezas dos homens da Banca privada.
O engenheiro Sócrates pediu autorização a quem?
Vai ser o nosso dinheiro que vai pagar os ordenados chorudos dos homens da Banca, e nós que nos contentemos com a miséria do salário mínimo e com as reformas de merda.
Eu conheço algumas pessoas que já estão a tirar as teias de aranha e a limpar o pó debaixo do colchão… Resta-me a satisfação de saber que “esta é das crises que só acontecem uma vez na vida” e que, assim, não terei outra…

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Estaremos a levantar a cabeça?

Segundo os números mais recentes do INE – numa estimativa rápida e, por isso, ainda passíveis de serem revistos – a economia nacional cresceu 0,4 por cento no segundo trimestre de 2008 (em relação ao trimestre anterior).
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), este cresceu 0,9 por cento no segundo trimestre, face a igual período do ano passado e, 0,4 por cento, face ao primeiro trimestre de 2008. Ao que parece a taxa de desemprego terá baixado 0,6 pontos percentuais neste segundo trimestre de 2008, em relação a igual período do ano passado, estando agora nos 7,3 por cento. Em Julho a taxa de inflação média manteve-se nos 2,7 por cento. Ver notícia aqui.
Os números do INE são, por isso, animadores mas apesar de escapar a uma recessão técnica, a economia portuguesa continua bastante frágil e não podemos embandeirar em arco. No entanto, face ao panorama mundial, parece-me que a economia portuguesa está a (tentar) resistir a uma conjuntura internacional (bastante) adversa – o aumento das taxas de juro, o aumento do preço do petróleo, os conflitos internacionais.
Poderá isto ser o início do levantar da cabeça?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Salários dos portugueses não crescem

Mais notícias recentes… mais más notícias recentes… ou talvez não tão recentes, nem tão notícias…
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) anunciou que os salários dos portugueses caíram 2,6% em 2006 – esperem pelos números referentes a 2007… – e revelou, ainda, que a taxa de desemprego vai continuar a aumentar (ainda mais!) nos próximos seis meses e no próximo ano. Para fechar o quadro, o Banco Central Europeu aumentou a taxa de juros. É um panorama maravilhoso…
Aquilo que muitos de nós já sentimos no dia-a-dia é confirmado pela OCDE: Em Portugal, o vencimento anual de um trabalhador é menos de metade do que o dos trabalhadores dos restantes países da zona euro… como se isto não bastasse, a mesma Organização diz que os mesmos salários pequeninos caíram 2,6% durante o ano de 2006. Por este andar, quando saírem os números referentes a 2007 e 2008 já vamos andar todos a pedir… É muito triste ver o nível de vida das famílias portuguesas a diminuir constantemente. É caso para dizer que cada vez sobra mais mês no fim do ordenado…

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O IVA baixou e os preços subiram…

O IVA desceu um por cento, nos produtos que estavam taxados a 21.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, que foi às compras a um hipermercado de Lisboa – com direito a carrinho e tudo… - e mostrou-se muito satisfeito com a queda dos preços.
Vê-se logo que o senhor Ministro não está habituado a ir às compras… ou então pensa que os portugueses andam a dormir!
Não sei que compras é que o senhor Ministro fez. Mas eu também fui às compras – o povinho precisa de comer!!! – e, além de deixar mais dinheiro do que o costume no supermercado, reparei que os transportes públicos também estavam mais caros e, nos combustíveis, certamente que a redução do IVA vai proporcionar um aumento de dois cêntimos…
Mas voltemos ao supermercado… A maioria dos produtos alimentares estão taxados a cinco e a 12 por cento. Só os produtos de higiene e os detergentes é estavam taxados a 21 por cento. Sendo assim, onde é que o senhor Ministro conseguiu poupar dinheiro suficiente para estar satisfeito? Será que comprou todo o stock existente de Skip máquina?
Esta descida do IVA não abrange os bens de primeira necessidade, pelo que o seu impacto na carteira dos portugueses não se fará sentir. Quem sai mais beneficiado com esta descida do valor do IVA, são os “grandes” consumidores que compram grandes ecrãs de plasma, carros de alta cilindrada ou casas de férias. Mais uma vez, este Governo esqueceu-se dos mais desfavorecidos.