Mostrar mensagens com a etiqueta livro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livro. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os livros que estou a ler #12

“O Símbolo Perdido”, de Dan Brown

O leitor mergulha, mais uma vez, num mundo de misticismo, sociedades secretas e locais escondidos, desta feita, na cidade de Washington.

Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada a Washington, é descoberto um estranho objecto com cinco símbolos bizarros. Robert Langdon reconhece-os: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.

Langdon vê-se arrastado para uma sequência alucinante de intrigas, perseguições, câmaras ocultas, templos, túneis, pictogramas cifrados, mensagens ocultas e símbolos descodificados, onde tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos...


Dan Brown

O escritor norte-americano nasceu em 1965 em New Hampshire, nos Estados Unidos, filho de um professor de Matemática e de uma intérprete de música sacra.

Já adulto, tentou fazer carreira como compositor, pianista e cantor. No entanto, este plano de vida fracassou e Dan Brown acabou por ir estudar história da arte em Sevilha, em Espanha. Entretanto, a meias com a mulher, escreveu o livro “187 Men to Avoid: A Guide for the Romantically Frustrated Woman”.
Em 1993 regressou a New Hampshire para se tornar professor de inglês na escola onde tinha estudado. Passados dois anos, os serviços secretos norte-americanos foram à sua escola buscar um aluno que consideravam uma ameaça nacional por ter escrito, na Internet, que era capaz de matar o presidente Bil Clinton. Dan Brown ficou tão interessado no assunto que começou a fazer pesquisas sobre a Agência Nacional de Segurança. Acabou por resultar desse interesse a escrita do seu primeiro romance “Fortaleza Digital”, que foi lançado em 1996 com algum sucesso. Era um romance baseado na violação de privacidade e em conspirações, tendo por sustentação as novas tecnologias.

Seguiram-se “Anjos e Demónios” (2000) – a primeira aventura protagonizada por Robert Langdon –, e “A Conspiração” (2001). Finalmente, em 2003, Dan Brown lançou “O Código Da Vinci”, que logo no primeiro dia vendeu mais de seis mil exemplares, tendo-se tornado num dos livros mais vendidos de sempre em todo o mundo, com publicações em 42 línguas.

“O Código Da Vinci” e “Anjos e Demónios” já foram adaptados ao cinema.

Na mesa de cabeceira estão Ruth Rendell e Alberto Fortes.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Novo Saramago, nova polémica

O Nobel da Literatura português, José Saramago, na apresentação do seu mais recente livro, voltou a gerar polémica.

Depois de “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” (de 1991), Saramago volta a inspirar-se nas sagradas escrituras e publica agora “Caim”.

Na apresentação do seu livro, Saramago disse que a Bíblia é “um desastre”, um livro repleto de “maus conselhos, incestos e matanças”. Segundo ele “a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”.

Já em 2008, tinha publicado no blogue “O Caderno de Saramago” que “o planeta seria muito mais pacífico se fôssemos todos ateus”.

Uma coisa é certa, quando morrer, José Saramago não vai para o céu…

domingo, 22 de março de 2009

Os livros que estou a ler #9

“Milionário Acidental”, de Lee Butcher
A biografia não autorizada de Steve Jobs, fundador da Apple Computer.

Lee Butcher desde muito novo que foi atraído pelo jornalismo e pela escrita. Aos 12 anos publicou o seu primeiro conto. Como jornalista colaborou com jornais e revistas como a “Forbes”, “Business Week” ou “Esquire”. Passou pela agência de notícias Associeted Prees, Reuter e UPI.

Na mesa de cabeceira estão Ruth Rendell e Eça de Queirós.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Os livros que estou a ler #8

“O Alpendre Dourado”, de Tatiana Tolstoi
Colectânea de treze contos, onde os heróis são pessoas comuns e, ao mesmo tempo, invulgares, que vivem na periferia da sociedade. É o retrato de um mundo desajustado, transformado em algo de mágico fantástico e belo.

Tatiana Tolstoi
Tatiana Tolstoi nasceu em Leninegrado em 1951. A sua família tem grandes tradições literárias; Tatiana é sobrinha-neta de Tolstoi.
Cansada de trabalhar numa editora, Tatiana começou a escrever uma série de contos – que seriam editados com o título “O Alpendre Dourado”, que aquando da sua publicação, em 1987, o livro esgotou nas livrarias de Moscovo em menos de uma hora.

Na mesa de cabeceira estão Ruth Rendell e Eça de Queirós.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Os livros que estou a ler #6

“A Amêndoa”, de Nedjma
Após as férias e a época estival, chegamos à rentré literária.
Romance erótico autobiográfico, “A Amêndoa” é uma viagem inesquecível à sexualidade oculta de um mundo que é, aos nossos olhos, puritano. E também um testemunho excepcional e sem precedentes: pela primeira vez, uma jovem mulher árabe ousa transgredir o tabu do sexo e quebrar o silêncio para contar a história do seu despertar sexual, exprimindo-se livremente sobre a sua vida íntima, numa narrativa ao mesmo tempo bela e perturbante.
Uma jovem viúva muçulmana que abandona a sua pequena cidade para viver com a irreverente ex-mulher do seu tio. Até então, era de esperar que a mulher se submetesse à vontade e aos desejos do marido, mas agora ela vai ter, pela primeira vez, oportunidade de questionar a sua realidade mais profunda. Quando desenvolve uma fogosa relação com um médico, irá redescobrir-se enquanto ser sexual...

Nedjma
Pseudónimo de uma mulher árabe que vive num país do Magrebe. Nedjma ousou quebrar as regras e ser a primeira mulher árabe a escrever uma narrativa erótica. Uma vitória para as mulheres muçulmanas… pelo menos para as que conseguirem ler este livro.

Autores que estão na minha mesa de cabeceira: Ruth Rendell e Eça de Queirós

terça-feira, 10 de junho de 2008

Os livros que estou a ler #5

“O Caderno Dourado”, de Doris Lessing
Um romance sobre as ilusões perdidas de uma classe intelectual inglesa idealista e sonhadora que se julgava capaz de transformar a sociedade segundo o estipulado por Marx. “O Caderno Dourado”, considerado a obra-prima da autora, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário. Romance com uma estrutura “diferente”, constituído por cinco partes: Mulheres Livres com uma história por si só, e quatro cadernos coloridos, escritos por Anna Wulf, personagem central de Mulheres Livres. É considerado um clássico feminista por alguns estudiosos, mas não pela autora. A Academia Sueca classificou-a como “uma obra pioneira do movimento feminista, pertencendo ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX”.

Doris Lessing
Nasceu em Kirmansch, na Pérsia (actual Irão) em 1919. Ainda muito nova muda-se com a família para a Rodésia (actual Zimbabué). Começa aos sete anos a escrever, apesar da preferência da mãe incidir sobre a música. Deixou a escola aos 14 anos, sendo autodidacta em toda a sua formação posterior. Aos 30 anos, com dois casamentos desfeitos e três filhos, parte para Londres. Na mala levava um romance que seria publicado no ano seguinte, o seu primeiro êxito: “A Erva Canta” (“The Grass is Singing”, 1950). No entanto, foi com “O Caderno Dourado” (“The Golden Notebook”, 1962) que se tornou conhecida internacionalmente.
A escritora explorou vários estilos, inclusive a ficção científica nos cinco volumes da série “Canopus em Argos: Arquivos” (“Canopus in Argos: Archives”, 1979-1983). Temas de inspiração comunista, as tensões inter-raciais, a violência contra as crianças e a causa feminista foram alguns dos assuntos que serviram de mote à sua vasta obra. Doris Lessing escreveu mais de quatro dezenas de livros e recebeu o Nobel da Literatura 2007.

Autores que estão na minha mesa de cabeceira: Ruth Rendell e Eça de Queirós

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Os livros que estou a ler #4

“Checa É Pior Que Turra”, de Manuel Maria
As venturas e desventuras de José António, um soldado português a prestar serviço militar no ultramar, durante o período da guerra colonial. Romance de ficção cuja acção decorre em Moçambique, entre 1972 e 1974, sobretudo nas províncias de Tete e da Zambézia.
Através de diversas caricaturas, o autor procurou “desmontar” o herói, com a construção duma personagem tanto mais autêntica quanto mais humana e, como tal, sujeita a comportamentos nem sempre coerentes.

Manuel Maria
Nascido no Porto, em 1951, cumpriu serviço militar em Moçambique (1972/74) nas províncias de Tete e da Zambézia. A sua experiência enquanto combatente na guerra colonial viria a ser determinante para a escrita do seu primeiro romance.
É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Alemães) e actualmente lecciona a disciplina de Português. Para além de ser autor da página web sobre Literatura Portuguesa, Farol das Letras, é co-autor do Dicionário do Português Básico, Edições ASA, e Coordenador do TESG - Teatro da Escola Secundária de Gondomar.
Obras publicadas:
“Checa é Pior que Turra – Caricaturas da Guerra Colonial” (Romance), 1996;
“Não-sei-que-diga I”, crónicas publicadas no jornal "Notícias de Gondomar" de Março de 1998 a Dezembro de 1999, 2004;
“Contas de um outro Rosário” (Romance), 2007.

Autores que estão na minha mesa de cabeceira: Doris Lessing e Ruth Rendell.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Os livros que estou a ler #3

“A Ilha das Trevas”, de José Rodrigues dos Santos
A vida e a tragédia de uma família timorense aquando da anexação de Timor-Leste por parte da Indonésia, serve de ponto de partida para o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos.
Paulino da Conceição é um timorense com um terrível segredo. Assistiu, juntamente com a família, à saída dos portugueses de Timor-Leste e a todos os acontecimentos que se seguiram, tornando-se um mero peão nas circunstâncias que mediaram a invasão indonésia de 1975 e o referendo de 1999 que deu a independência ao país. Um romance onde ficção e realidade se misturam para expor a verdade.
O primeiro livro de José Rodrigues dos Santos, “A Ilha das Trevas” será, brevemente, adaptado ao cinema. O filme será dirigido pelo realizador Leonel Vieira. O livro foi recentemente reeditado, tendo merecido uma revisão por parte do autor.

José Rodrigues dos Santos nasceu em Moçambique, em 1964. É jornalista, escritor e professor de Ciências da Comunicação, mas é conhecido do grande público como pivot de informação da RTP. É Director de Informação da televisão pública e apresentador do Telejornal.
Doutorou-se em Ciências da Comunicação com uma tese sobre reportagem de guerra. José Rodrigues dos Santos começou a sua carreira como jornalista em 1981, em Macau, trabalhando para a Rádio Macau. Depois de se licenciar em Comunicação Social, em 1987, foi trabalhar para a BBC em Londres. Voltou a Portugal em 1990 para integrar a RTP. De 1993 a 2001 foi colaborador da CNN. José Rodrigues dos Santos é um dos mais premiados jornalistas portugueses tendo ganho vários prémios académicos e jornalísticos.
Obras publicadas
Ensaios: Crónicas de Guerra (2001); Crónicas de Guerra II (2002); A Verdade da Guerra (2002).
Romances: A Ilha das Trevas (2002); A Filha do Capitão (2004); O Codex 632 (2005); A Fórmula de Deus (2006); O Sétimo Selo (2007).