sexta-feira, 25 de maio de 2007

Aeroporto da Ota “transformado” em base de lançamentos

O novo aeroporto da Ota ainda não começou a ser construído e já está a ter resultados positivos: acaba de lançar um novo comediante nacional.
O ministro – e também engenheiro – Mário Lino demonstrou na passada quarta-feira que está a preparar a sua saída do Governo e pronto a abraçar uma nova etapa: o stand-up comedy.
Num almoço da Ordem dos Economistas o ministro rejeitou a construção do novo aeroporto de Lisboa na Margem Sul alegando que esse espaço é um «deserto» e negou que exista «qualquer sentimento de teimosia do Governo em avançar com este projecto». E que acha «faraónico fazer o aeroporto na Margem Sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar». O membro do Governo ainda acrescentou: «Digo isto com consciência profissional evocando a minha condição de engenheiro civil, inscrito na Ordem dos Engenheiros».
O senhor ministro, no mínimo, insultou todos aqueles que vivem e trabalham no "deserto" da Margem Sul – onde vivem cerca de um milhão de pessoas – onde há cidades, há hospitais, há indústrias, há comércio e há turismo. Ou então, estava a fazer uma graçola...
O senhor ministro diz não haver qualquer teimosia do Governo em avançar com a Ota. Pois não, a avaliar pelos estudos que o Governo pediu sobre os locais alternativos... Ou então, estava a fazer uma graçola...
O senhor ministro disse tudo o que disse na «condição de engenheiro civil». Ora, tendo em conta factos recentes, não sei se a condição de engenheiro civil lhe será muito abonatória. Deve ser, com certeza, outra graçola...
Na Margem Sul há questões da maior relevância que é necessário preservar. Pois há! Elas existem por todo o país. O que não me parece de preservar é o lugar do senhor ministro; até porque as graçolas com membros do Governo não têm dado bom resultado.Como ministro, não faço comentários ao trabalho de Mário Lino. Como comediante, parece-me que poderá vir a ter algum sucesso.

terça-feira, 24 de abril de 2007

O fim da dúvida

Eu já não tenho dúvidas!
A televisão é uma “caixinha” surpreendente e com um grande poder. Com a sua aparição na TV, José Sócrates esclareceu todas as minhas incertezas quanto à sua licenciatura. Para mim o nosso primeiro-ministro foi perfeitamente elucidativo.
Não me restam dúvidas. Depois das imagens, na televisão, do nosso primeiro-ministro de colher na mão (na obra do IKEA), não me restam dúvidas: José Sócrates é engenheiro!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Que belo dia!

Hoje sim!... Está um magnífico dia. Que belo dia para se passear à beira-mar. Que belo dia para estar sentado numa esplanada e beber um sumo fresquinho.
Já se sente a Primavera no ar. Já sinto o calorzinho desta época estival. Já consigo ver as andorinhas. Já ouço os passarinhos a cantar. Já ouço o zumbido das abelhas.
Que dia magnífico, e eu aqui fechado a trabalhar…

sábado, 14 de abril de 2007

Perfeito, perfeito...

Perfeito, perfeito, era tirarem as perninhas do Bruno Nogueira do filme da Super Bock.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Azares...

Toda esta polémica à volta da licenciatura do nosso Primeiro-Ministro é tipicamente portuguesa. Três semanas a especular sobre a licenciatura do nosso Primeiro-Ministro. O jornal “Público” noticiou as contradições, as omissões, os documentos não assinados e os assinados ao domingo que fazem parte do dossier de José Sócrates arquivado na Universidade Independente.
Eu não quero saber se o homem que dirige o país é doutor ou engenheiro. Para mim tanto faz; para mim até pode ser empregado de mesa ou dona de casa. O que eu quero é que esse homem – o Primeiro-Ministro – governe bem o país e zele pelo bem-estar dos portugueses.
Toda esta trapalhada é o fruto de uma série de azares: o azar de José Sócrates foi a Universidade Independente – onde, ao que parece, fez o curso – estar agora a ser investigada; o azar de José Sócrates é ser, agora, o Primeiro-Ministro de Portugal; o azar de José Sócrates é ter muita gente que não gosta dele; o azar de Portugal é ter um Primeiro-Ministro como José Sócrates.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Está tudo doido?

Primeiro foi Manuel Pinho, Ministro da Economia, e aquela “sua” ideia disparatada da campanha para promover o “Allgarve” – não se “muda” o nome de uma região só para aproveitar um trocadilho.
Depois, numa terra que se diz democrática, evoluída e desenvolvida – recheada de cultura, de descobridores e de outras grandes figuras, uma terra que deu novos mundos ao Mundo –, o seu povo escolheu como “O Grande Português” um ditador: Salazar. Eu tenho vergonha! Penso que a maior parte das pessoas que votaram não fazem a menor ideia do que é viver em ditadura.
Agora, são os senhores do PNR com aquele cartaz que diz “Basta de imigração” a querer “enviar” os imigrantes embora... Mas está tudo doido?

domingo, 8 de abril de 2007

Censurado...



Por motivos de censura este blog esteve temporariamente sem posts.


segunda-feira, 19 de março de 2007

Dois anos de Governo

O Governo do sr. eng. José Sócrates faz agora dois anos. Está, portanto, a meio do seu mandato.
Os números são como o algodão: não enganam. A taxa de desemprego em 2005 era de 7,6 por cento o que, na altura, foi considerado por Sócrates de escandaloso. Hoje, a taxa de desemprego ronda os 8 por cento...
O crescimento económico do país continua (quase) sem crescer – bem longe dos 2,7 por cento previstos para a União Europeia.
Para quê os sacrifícios pedidos pelo Governo? Será que estamos condenados a andar sempre no pelotão dos últimos da União Europeia? Será que os novos países aderentes à UE nos irão ultrapassar a nível de desenvolvimento? Pelos números das Nações Unidas não parece haver grandes dúvidas – em 2004, no Relatório para o Desenvolvimento da ONU, Portugal estava no 26º lugar. Hoje estamos no 28º, sendo que, dentro da União Europeia, Portugal é já 17º.
A diferença entre Portugal e os restantes países da União Europeia continua a aumentar. O país parece estar cada vez mais pobre, as famílias cada vez mais endividadas e o desemprego continua a aumentar. Mas, parece-me que o Governo continua a fazer passar a imagem de que Portugal está no caminho certo.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Mais privatizações

Esta semana li, no Diário de Notícias online, que existe a possibilidade do Governo vir a privatizar os cemitérios, entregando a sua gestão aos privados.
Já era de esperar. Num país onde o Estado não faz muito pelos vivos, também era previsível que, um dia, se desinteressasse pelos mortos. Afinal, estes últimos já não contribuem com os seus impostos.