O novo aeroporto da Ota ainda não começou a ser construído e já está a ter resultados positivos: acaba de lançar um novo comediante nacional.
O ministro – e também engenheiro – Mário Lino demonstrou na passada quarta-feira que está a preparar a sua saída do Governo e pronto a abraçar uma nova etapa: o stand-up comedy.
Num almoço da Ordem dos Economistas o ministro rejeitou a construção do novo aeroporto de Lisboa na Margem Sul alegando que esse espaço é um «deserto» e negou que exista «qualquer sentimento de teimosia do Governo em avançar com este projecto». E que acha «faraónico fazer o aeroporto na Margem Sul, onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hotéis e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar». O membro do Governo ainda acrescentou: «Digo isto com consciência profissional evocando a minha condição de engenheiro civil, inscrito na Ordem dos Engenheiros».
O senhor ministro, no mínimo, insultou todos aqueles que vivem e trabalham no "deserto" da Margem Sul – onde vivem cerca de um milhão de pessoas – onde há cidades, há hospitais, há indústrias, há comércio e há turismo. Ou então, estava a fazer uma graçola...
O senhor ministro diz não haver qualquer teimosia do Governo em avançar com a Ota. Pois não, a avaliar pelos estudos que o Governo pediu sobre os locais alternativos... Ou então, estava a fazer uma graçola...
O senhor ministro disse tudo o que disse na «condição de engenheiro civil». Ora, tendo em conta factos recentes, não sei se a condição de engenheiro civil lhe será muito abonatória. Deve ser, com certeza, outra graçola...
Na Margem Sul há questões da maior relevância que é necessário preservar. Pois há! Elas existem por todo o país. O que não me parece de preservar é o lugar do senhor ministro; até porque as graçolas com membros do Governo não têm dado bom resultado.Como ministro, não faço comentários ao trabalho de Mário Lino. Como comediante, parece-me que poderá vir a ter algum sucesso.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
terça-feira, 24 de abril de 2007
O fim da dúvida
Eu já não tenho dúvidas!
A televisão é uma “caixinha” surpreendente e com um grande poder. Com a sua aparição na TV, José Sócrates esclareceu todas as minhas incertezas quanto à sua licenciatura. Para mim o nosso primeiro-ministro foi perfeitamente elucidativo.
Não me restam dúvidas. Depois das imagens, na televisão, do nosso primeiro-ministro de colher na mão (na obra do IKEA), não me restam dúvidas: José Sócrates é engenheiro!
A televisão é uma “caixinha” surpreendente e com um grande poder. Com a sua aparição na TV, José Sócrates esclareceu todas as minhas incertezas quanto à sua licenciatura. Para mim o nosso primeiro-ministro foi perfeitamente elucidativo.
Não me restam dúvidas. Depois das imagens, na televisão, do nosso primeiro-ministro de colher na mão (na obra do IKEA), não me restam dúvidas: José Sócrates é engenheiro!
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segunda-feira, 16 de abril de 2007
Que belo dia!
Hoje sim!... Está um magnífico dia. Que belo dia para se passear à beira-mar. Que belo dia para estar sentado numa esplanada e beber um sumo fresquinho.
Já se sente a Primavera no ar. Já sinto o calorzinho desta época estival. Já consigo ver as andorinhas. Já ouço os passarinhos a cantar. Já ouço o zumbido das abelhas.
Que dia magnífico, e eu aqui fechado a trabalhar…
Já se sente a Primavera no ar. Já sinto o calorzinho desta época estival. Já consigo ver as andorinhas. Já ouço os passarinhos a cantar. Já ouço o zumbido das abelhas.
Que dia magnífico, e eu aqui fechado a trabalhar…
sábado, 14 de abril de 2007
Perfeito, perfeito...
Perfeito, perfeito, era tirarem as perninhas do Bruno Nogueira do filme da Super Bock.
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Azares...
Toda esta polémica à volta da licenciatura do nosso Primeiro-Ministro é tipicamente portuguesa. Três semanas a especular sobre a licenciatura do nosso Primeiro-Ministro. O jornal “Público” noticiou as contradições, as omissões, os documentos não assinados e os assinados ao domingo que fazem parte do dossier de José Sócrates arquivado na Universidade Independente.
Eu não quero saber se o homem que dirige o país é doutor ou engenheiro. Para mim tanto faz; para mim até pode ser empregado de mesa ou dona de casa. O que eu quero é que esse homem – o Primeiro-Ministro – governe bem o país e zele pelo bem-estar dos portugueses.
Toda esta trapalhada é o fruto de uma série de azares: o azar de José Sócrates foi a Universidade Independente – onde, ao que parece, fez o curso – estar agora a ser investigada; o azar de José Sócrates é ser, agora, o Primeiro-Ministro de Portugal; o azar de José Sócrates é ter muita gente que não gosta dele; o azar de Portugal é ter um Primeiro-Ministro como José Sócrates.
Eu não quero saber se o homem que dirige o país é doutor ou engenheiro. Para mim tanto faz; para mim até pode ser empregado de mesa ou dona de casa. O que eu quero é que esse homem – o Primeiro-Ministro – governe bem o país e zele pelo bem-estar dos portugueses.
Toda esta trapalhada é o fruto de uma série de azares: o azar de José Sócrates foi a Universidade Independente – onde, ao que parece, fez o curso – estar agora a ser investigada; o azar de José Sócrates é ser, agora, o Primeiro-Ministro de Portugal; o azar de José Sócrates é ter muita gente que não gosta dele; o azar de Portugal é ter um Primeiro-Ministro como José Sócrates.
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Está tudo doido?
Primeiro foi Manuel Pinho, Ministro da Economia, e aquela “sua” ideia disparatada da campanha para promover o “Allgarve” – não se “muda” o nome de uma região só para aproveitar um trocadilho.
Depois, numa terra que se diz democrática, evoluída e desenvolvida – recheada de cultura, de descobridores e de outras grandes figuras, uma terra que deu novos mundos ao Mundo –, o seu povo escolheu como “O Grande Português” um ditador: Salazar. Eu tenho vergonha! Penso que a maior parte das pessoas que votaram não fazem a menor ideia do que é viver em ditadura.
Agora, são os senhores do PNR com aquele cartaz que diz “Basta de imigração” a querer “enviar” os imigrantes embora... Mas está tudo doido?
Depois, numa terra que se diz democrática, evoluída e desenvolvida – recheada de cultura, de descobridores e de outras grandes figuras, uma terra que deu novos mundos ao Mundo –, o seu povo escolheu como “O Grande Português” um ditador: Salazar. Eu tenho vergonha! Penso que a maior parte das pessoas que votaram não fazem a menor ideia do que é viver em ditadura.
Agora, são os senhores do PNR com aquele cartaz que diz “Basta de imigração” a querer “enviar” os imigrantes embora... Mas está tudo doido?
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domingo, 8 de abril de 2007
segunda-feira, 19 de março de 2007
Dois anos de Governo
O Governo do sr. eng. José Sócrates faz agora dois anos. Está, portanto, a meio do seu mandato.
Os números são como o algodão: não enganam. A taxa de desemprego em 2005 era de 7,6 por cento o que, na altura, foi considerado por Sócrates de escandaloso. Hoje, a taxa de desemprego ronda os 8 por cento...
O crescimento económico do país continua (quase) sem crescer – bem longe dos 2,7 por cento previstos para a União Europeia.
Para quê os sacrifícios pedidos pelo Governo? Será que estamos condenados a andar sempre no pelotão dos últimos da União Europeia? Será que os novos países aderentes à UE nos irão ultrapassar a nível de desenvolvimento? Pelos números das Nações Unidas não parece haver grandes dúvidas – em 2004, no Relatório para o Desenvolvimento da ONU, Portugal estava no 26º lugar. Hoje estamos no 28º, sendo que, dentro da União Europeia, Portugal é já 17º.
A diferença entre Portugal e os restantes países da União Europeia continua a aumentar. O país parece estar cada vez mais pobre, as famílias cada vez mais endividadas e o desemprego continua a aumentar. Mas, parece-me que o Governo continua a fazer passar a imagem de que Portugal está no caminho certo.
Os números são como o algodão: não enganam. A taxa de desemprego em 2005 era de 7,6 por cento o que, na altura, foi considerado por Sócrates de escandaloso. Hoje, a taxa de desemprego ronda os 8 por cento...
O crescimento económico do país continua (quase) sem crescer – bem longe dos 2,7 por cento previstos para a União Europeia.
Para quê os sacrifícios pedidos pelo Governo? Será que estamos condenados a andar sempre no pelotão dos últimos da União Europeia? Será que os novos países aderentes à UE nos irão ultrapassar a nível de desenvolvimento? Pelos números das Nações Unidas não parece haver grandes dúvidas – em 2004, no Relatório para o Desenvolvimento da ONU, Portugal estava no 26º lugar. Hoje estamos no 28º, sendo que, dentro da União Europeia, Portugal é já 17º.
A diferença entre Portugal e os restantes países da União Europeia continua a aumentar. O país parece estar cada vez mais pobre, as famílias cada vez mais endividadas e o desemprego continua a aumentar. Mas, parece-me que o Governo continua a fazer passar a imagem de que Portugal está no caminho certo.
sexta-feira, 9 de março de 2007
Mais privatizações
Esta semana li, no Diário de Notícias online, que existe a possibilidade do Governo vir a privatizar os cemitérios, entregando a sua gestão aos privados.
Já era de esperar. Num país onde o Estado não faz muito pelos vivos, também era previsível que, um dia, se desinteressasse pelos mortos. Afinal, estes últimos já não contribuem com os seus impostos.
Já era de esperar. Num país onde o Estado não faz muito pelos vivos, também era previsível que, um dia, se desinteressasse pelos mortos. Afinal, estes últimos já não contribuem com os seus impostos.
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