O Partido Socialista foi o vencedor destas Eleições Legislativas.
O PS perdeu a maioria absoluta – espero que o povo tenha aprendido que a maioria absoluta não é boa para nenhum governo –, tendo conquistado 36,56% dos votos. O PSD foi o grande derrotado com 29,09%. A surpresa, foi a grande subida do CDS-PP, que conseguiu 10,46%. No Parlamento, os socialistas terão 96 deputados, os social-democratas 78, o CDS-PP terá 21, o BE elegeu 16 deputados e a CDU 15. A abstenção situou-se nos 39,40%.
Os resultados destas Eleições Legislativas são bem demonstrativos do nosso “espírito português”. Ainda vivemos na era do medo. Neste caso concreto, no medo da mudança.
Durante anos, comenta-se que não se compreende como é que as “Fátimas”, os “Isaltinos” e os “Valentins” deste país continuam a ganhar eleições – e agora, vamos ter Autárquicas... As pessoas passam a vida a queixar-se do custo de vida, da falta de emprego, da Segurança Social, dos serviços públicos, do Governo…
As pessoas parecem descontentes e desanimadas, mas quando são chamadas a participar democraticamente no seu futuro, e no futuro do país, continuam a votar nos mesmos “Valentins” e “Isaltinos”, nas mesmas “Fátimas” e no mesmo Governo… É porque, provavelmente, não estavam assim tão descontentes ou, então, têm medo da mudança
Durante quantos mais anos vamos continuar a comentar as “Fátimas”, os “Isaltinos” e os “Valentins” deste país?
É este o país e as gentes que temos. É preciso mais coragem!
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Votar ou Não Votar, eis a questão
A abstenção foi a grande vencedora destas Legislativas com 39,40%. Irónico: num acto onde se contam os votos, o número maior é o de pessoas que não votam. Isto deveria dar que pensar.
Estas pessoas não foram votar, na sua maioria, por estarem descontentes, por terem perdido a confiança nos nossos políticos e por não acreditarem na mudança. Em democracia também é preciso saber respeitar esta atitude. O que estas pessoas perderam, foi a oportunidade de contribuírem para a mudança e perderam a legitimidade para criticar.
Pois bem, imaginemos que estas pessoas iam votar. E que, como estavam descontentes, desconfiadas, descrentes e porque não acreditavam em nenhum dos partidos, votavam em branco. Isso, sim, era uma verdadeira bofetada – não de luva branca, mas de voto branco –, na nossa classe política. Assim demonstravam o seu descontentamento para com os nossos políticos e ganhavam legitimidade para opinar.
Isto deveria dar que pensar.
Estas pessoas não foram votar, na sua maioria, por estarem descontentes, por terem perdido a confiança nos nossos políticos e por não acreditarem na mudança. Em democracia também é preciso saber respeitar esta atitude. O que estas pessoas perderam, foi a oportunidade de contribuírem para a mudança e perderam a legitimidade para criticar.
Pois bem, imaginemos que estas pessoas iam votar. E que, como estavam descontentes, desconfiadas, descrentes e porque não acreditavam em nenhum dos partidos, votavam em branco. Isso, sim, era uma verdadeira bofetada – não de luva branca, mas de voto branco –, na nossa classe política. Assim demonstravam o seu descontentamento para com os nossos políticos e ganhavam legitimidade para opinar.
Isto deveria dar que pensar.
domingo, 27 de setembro de 2009
Já vi este filme...
Noite de Legislativas.
Estou há duas horas a olhar para a televisão. Ainda não consegui digerir estes resultados eleitorais. Vamos ter mais quatro anos do mesmo.
Desculpem, tenho que ir vomitar outra vez...
Estou há duas horas a olhar para a televisão. Ainda não consegui digerir estes resultados eleitorais. Vamos ter mais quatro anos do mesmo.
Desculpem, tenho que ir vomitar outra vez...
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Eles andam aí!
Nas feiras e nos mercados, nos comboios e nos autocarros, nos centros comerciais e no comércio de bairro, nas ruas mais movimentadas das nossas cidades... Eles andam aí!
Distribuem beijinhos e abraços, sacos de plástico e esferográficas, t-shirts e bonés. Cumprimentam todos que passam por eles sem medos nem receios... Eles andam aí!
Ocupam tempo de antena nas televisões e nas rádios, colam cartazes e outdoors, penduram propaganda nos postes e candeeiros e fazem anúncios nos jornais... Eles andam aí!
Uns com programas demasiado longos e complexos, outros sem qualquer programa. Doutores e Engenheiros, empresários e homens do povo andam todos atrás do nosso voto.
No ano em que se anunciava a campanha mais sofisticada de sempre, temos noticiários interrompidos, ataques pessoais, escutas, contra-ataques, TGV’s, cursos superiores, aeroportos, golpes baixos, auto-estradas, demissões… tudo serve para arremessar uma “pedra” ao “telhado” do vizinho. Pena que todos tenham telhados de vidro.
Distribuem beijinhos e abraços, sacos de plástico e esferográficas, t-shirts e bonés. Cumprimentam todos que passam por eles sem medos nem receios... Eles andam aí!
Ocupam tempo de antena nas televisões e nas rádios, colam cartazes e outdoors, penduram propaganda nos postes e candeeiros e fazem anúncios nos jornais... Eles andam aí!
Uns com programas demasiado longos e complexos, outros sem qualquer programa. Doutores e Engenheiros, empresários e homens do povo andam todos atrás do nosso voto.
No ano em que se anunciava a campanha mais sofisticada de sempre, temos noticiários interrompidos, ataques pessoais, escutas, contra-ataques, TGV’s, cursos superiores, aeroportos, golpes baixos, auto-estradas, demissões… tudo serve para arremessar uma “pedra” ao “telhado” do vizinho. Pena que todos tenham telhados de vidro.
Anda aí um fetiche por Salazar…
Esta derradeira semana de campanha eleitoral para as legislativas promete ser bastante dura. Os principais intervenientes, não têm poupado esforços para “deitar abaixo” os seus adversários.
Tenho reparado que, nos últimos tempos, as nossas figuras políticas mais intervenientes têm remexido as tumbas mais ilustres; da Padeira de Aljubarrota a Salazar, os nomes são muitos. Mas, muito pior do que o vírus da Gripe A, anda no ar um certo fetiche pelo ditador…
Ontem, o cabeça de lista do Partido Socialista por Vila Real comparou o discurso de Manuela Ferreira Leite ao de Salazar. Hoje, o ministro Pedro Silva Pereira disse, em Chaves, que “o discurso do PSD tem muito de salazarento”. Na semana passada, Paulo Portas, em Vila Pouca de Aguiar, disse que “Louçã vai na peugada de Salazar”. No penúltimo debate televisivo, entre Paulo Portas e Francisco Louça, o líder do Bloco de Esquerda acusou o CDS-PP de recuperar um discurso típico do “Estado Novo”. Já na pré-campanha, José Sócrates tinha citado Salazar…
Exemplos não faltam… mas vamos parar por aqui, que já começo a ficar enjoado.
Discutam os verdadeiros problemas do país e deixem o homem descansado… ou não… Olhem para a frente e parem de remexer as sepulturas.
Tenho reparado que, nos últimos tempos, as nossas figuras políticas mais intervenientes têm remexido as tumbas mais ilustres; da Padeira de Aljubarrota a Salazar, os nomes são muitos. Mas, muito pior do que o vírus da Gripe A, anda no ar um certo fetiche pelo ditador…
Ontem, o cabeça de lista do Partido Socialista por Vila Real comparou o discurso de Manuela Ferreira Leite ao de Salazar. Hoje, o ministro Pedro Silva Pereira disse, em Chaves, que “o discurso do PSD tem muito de salazarento”. Na semana passada, Paulo Portas, em Vila Pouca de Aguiar, disse que “Louçã vai na peugada de Salazar”. No penúltimo debate televisivo, entre Paulo Portas e Francisco Louça, o líder do Bloco de Esquerda acusou o CDS-PP de recuperar um discurso típico do “Estado Novo”. Já na pré-campanha, José Sócrates tinha citado Salazar…
Exemplos não faltam… mas vamos parar por aqui, que já começo a ficar enjoado.
Discutam os verdadeiros problemas do país e deixem o homem descansado… ou não… Olhem para a frente e parem de remexer as sepulturas.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Bússula desnorteada...
Estamos, mais uma vez, em semana de eleições. Desta feita, Legislativas.
Os portugueses, no dia 27 de Setembro, vão ser chamados a escolher os seus deputados na Assembleia da República e o Chefe de Governo. Por isso, estas são umas eleições importantíssimas.
Tenho acompanhado, minimamente, a campanha eleitoral dos principais partidos políticos nacionais. Não estou muito contente com o que tenho visto e ouvido.
Pelo que me apercebi, ainda somos muitos os indecisos – pois é, eu incluo-me nesse vasto número dos que ainda não têm a certeza de qual o partido em que irão votar; antes pelo contrário, sei perfeitamente qual é o que não vai contar com a minha cruz.
Para “ajudar” os indecisos, existe na net uma “ferramenta” que se propõe dar uma orientação política e esclarecer as dúvidas de cada um: chama-se Bússola Eleitoral.
É uma pequena “aplicação” que nos coloca questões muito concretas e que, no final, diz qual a nossa orientação política, em função das respostas dadas.
Inicialmente pareceu-me interessante, mas respondidas as questões, o resultado obtido foi, para mim, algo surpreendente. Aqui fica:
. Analise do meu posicionamento político:
Os partidos, dos quais eu me encontro mais próximo são o PS, seguido do MMS e do MEP. Por outro lado, o partido do qual estou mais afastado é o PNR.
. Analise da concordância com os partidos políticos:
MMS (76,0%), PDA (75,0%), MEP (75,0%), PSD (71,3%), PS (70,4%), CDS-PP (65,7%) … e em último lugar surge o PND (48,1%).
Aqui fica o endereço: http://bussolaeleitoral.pt/
Os portugueses, no dia 27 de Setembro, vão ser chamados a escolher os seus deputados na Assembleia da República e o Chefe de Governo. Por isso, estas são umas eleições importantíssimas.
Tenho acompanhado, minimamente, a campanha eleitoral dos principais partidos políticos nacionais. Não estou muito contente com o que tenho visto e ouvido.
Pelo que me apercebi, ainda somos muitos os indecisos – pois é, eu incluo-me nesse vasto número dos que ainda não têm a certeza de qual o partido em que irão votar; antes pelo contrário, sei perfeitamente qual é o que não vai contar com a minha cruz.
Para “ajudar” os indecisos, existe na net uma “ferramenta” que se propõe dar uma orientação política e esclarecer as dúvidas de cada um: chama-se Bússola Eleitoral.
É uma pequena “aplicação” que nos coloca questões muito concretas e que, no final, diz qual a nossa orientação política, em função das respostas dadas.
Inicialmente pareceu-me interessante, mas respondidas as questões, o resultado obtido foi, para mim, algo surpreendente. Aqui fica:
. Analise do meu posicionamento político:
Os partidos, dos quais eu me encontro mais próximo são o PS, seguido do MMS e do MEP. Por outro lado, o partido do qual estou mais afastado é o PNR.
. Analise da concordância com os partidos políticos:
MMS (76,0%), PDA (75,0%), MEP (75,0%), PSD (71,3%), PS (70,4%), CDS-PP (65,7%) … e em último lugar surge o PND (48,1%).
Aqui fica o endereço: http://bussolaeleitoral.pt/
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Paulo Portas, a pluralidade e a tolerância dos partidos políticos
Não escondo que nutro uma certa simpatia por Paulo Portas. Não sei se é pelo brilho dos seus dentes brancos, se pelo "brilhantismo" do seu discurso popular(ucho).
Agora que as listas para as eleições legislativas estão finalizadas, Paulo Portas disse, em declarações proferidas ontem (ver aqui) sobre a pluralidade e tolerância dos partidos políticos em Portugal, ter reparado que "o PS não incluírá Manuel Alegre, reparo que o PSD não incluirá Passos Coelho e reparo que o próprio Bloco de Esquerda, apesar de falar muito de Joana Amaral Dias, creio que não a convidou para as suas listas".
Paulo Portas reparou nas ausências dos outros partidos, mas "não reparou", no seu próprio partido, na ausência de Maria José Nogueira Pinto das listas do CDS-PP. Será que a pluralidade e a tolerância só "bate à porta" dos outros?
PS - Maria José Nogueira Pinto, ao que parece, faz parte da lista do PSD.
Agora que as listas para as eleições legislativas estão finalizadas, Paulo Portas disse, em declarações proferidas ontem (ver aqui) sobre a pluralidade e tolerância dos partidos políticos em Portugal, ter reparado que "o PS não incluírá Manuel Alegre, reparo que o PSD não incluirá Passos Coelho e reparo que o próprio Bloco de Esquerda, apesar de falar muito de Joana Amaral Dias, creio que não a convidou para as suas listas".
Paulo Portas reparou nas ausências dos outros partidos, mas "não reparou", no seu próprio partido, na ausência de Maria José Nogueira Pinto das listas do CDS-PP. Será que a pluralidade e a tolerância só "bate à porta" dos outros?
PS - Maria José Nogueira Pinto, ao que parece, faz parte da lista do PSD.
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