“Checa É Pior Que Turra”, de Manuel Maria
As venturas e desventuras de José António, um soldado português a prestar serviço militar no ultramar, durante o período da guerra colonial. Romance de ficção cuja acção decorre em Moçambique, entre 1972 e 1974, sobretudo nas províncias de Tete e da Zambézia.
Através de diversas caricaturas, o autor procurou “desmontar” o herói, com a construção duma personagem tanto mais autêntica quanto mais humana e, como tal, sujeita a comportamentos nem sempre coerentes.
Manuel Maria
Nascido no Porto, em 1951, cumpriu serviço militar em Moçambique (1972/74) nas províncias de Tete e da Zambézia. A sua experiência enquanto combatente na guerra colonial viria a ser determinante para a escrita do seu primeiro romance.
É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Alemães) e actualmente lecciona a disciplina de Português. Para além de ser autor da página web sobre Literatura Portuguesa, Farol das Letras, é co-autor do Dicionário do Português Básico, Edições ASA, e Coordenador do TESG - Teatro da Escola Secundária de Gondomar.
Obras publicadas:
“Checa é Pior que Turra – Caricaturas da Guerra Colonial” (Romance), 1996;
“Não-sei-que-diga I”, crónicas publicadas no jornal "Notícias de Gondomar" de Março de 1998 a Dezembro de 1999, 2004;
“Contas de um outro Rosário” (Romance), 2007.
Autores que estão na minha mesa de cabeceira: Doris Lessing e Ruth Rendell.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
sábado, 29 de março de 2008
Casamento confiscado
Notícias desta semana dizem que a Direcção-Geral de Impostos está a enviar cartas a contribuintes recém-casados pedindo que estes respondam a um conjunto de questões relacionadas com a realização do casamento.
Ao que parece, segundo as mesmas notícias, o fisco quer saber quanto cobrou o fotógrafo, quanto foi gasto na florista, na cabeleireira, no vestido e no fato do noivo – e, caso estes tenham sido oferecidos, o fisco quer saber por quem –, quanto custou a boda, qual o número de convidados (adultos e crianças), etc. etc.
Esta “ideia brilhante” não é original; há três ou quatro anos atrás o fisco fez uma “operação” deste género. Segundo a Direcção-Geral de Impostos, o objectivo de tudo isto é saber se os serviços prestados foram devidamente contabilizados pelas empresas, ou seja, se existem facturas e recibos respeitantes a estes serviços.
Eu acho muito bem que a Direcção-Geral de Impostos procure e penalize as fugas ao fisco – é para isso que os senhores lá estão. O que eu acho que está mal é o meio como o tentam fazer: incomodar os contribuintes e pedir-lhes – sob ameaças de processos e coimas – que estes façam o trabalho da administração fiscal. Meus senhores, saiam dos gabinetes. Façam o vosso trabalho.
Ao que parece, segundo as mesmas notícias, o fisco quer saber quanto cobrou o fotógrafo, quanto foi gasto na florista, na cabeleireira, no vestido e no fato do noivo – e, caso estes tenham sido oferecidos, o fisco quer saber por quem –, quanto custou a boda, qual o número de convidados (adultos e crianças), etc. etc.
Esta “ideia brilhante” não é original; há três ou quatro anos atrás o fisco fez uma “operação” deste género. Segundo a Direcção-Geral de Impostos, o objectivo de tudo isto é saber se os serviços prestados foram devidamente contabilizados pelas empresas, ou seja, se existem facturas e recibos respeitantes a estes serviços.
Eu acho muito bem que a Direcção-Geral de Impostos procure e penalize as fugas ao fisco – é para isso que os senhores lá estão. O que eu acho que está mal é o meio como o tentam fazer: incomodar os contribuintes e pedir-lhes – sob ameaças de processos e coimas – que estes façam o trabalho da administração fiscal. Meus senhores, saiam dos gabinetes. Façam o vosso trabalho.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Raça perigosa...
Recentemente, foi levantado um problema que se arrasta há vários anos no nosso país; a questão das raças de cães consideradas perigosas.
Não há dúvida que existem raças mais propícias a serem mais violentas que as demais – umas por questões manifestamente características, outras por modificações genéticas que se foram fazendo através de diversos cruzamentos ao longo dos tempos.
Eu já tive – e adoro – bastantes cães: boxer, pastor alemão, são bernardo e rafeiros entre outros. Nunca tive um único problema com cães. Nem com os meus, nem com os outros. Na minha opinião, não existem cães perigosos; é certo que, como já disse, existem raças mais propícias a serem mais violentas, mas tudo depende do tratamento e da educação que recebem ao longo da sua vida.
No nosso país existem leis. Leis que não se cumprem, nem se fazem cumprir. Este facto aliado à (grande) falta de civismo pode tornar-se – e torna-se! – muitas vezes, numa mistura explosiva. Diversas raças são treinadas para lutarem, para fazerem guarda, para atacarem sob determinadas ordens.
Não existem raças de cães más por natureza. A única raça má – com maldade inata – é a raça humana. Bem pior do que o cão, é o seu dono! O Homem é uma raça perigosa!
PS – Um cão, desde que bem tratado, nunca abandona o seu dono. Já o contrário não acontece. Quantos donos abandonam os seus animais, apesar destes sempre lhes terem dado atenção e carinho?
Não há dúvida que existem raças mais propícias a serem mais violentas que as demais – umas por questões manifestamente características, outras por modificações genéticas que se foram fazendo através de diversos cruzamentos ao longo dos tempos.
Eu já tive – e adoro – bastantes cães: boxer, pastor alemão, são bernardo e rafeiros entre outros. Nunca tive um único problema com cães. Nem com os meus, nem com os outros. Na minha opinião, não existem cães perigosos; é certo que, como já disse, existem raças mais propícias a serem mais violentas, mas tudo depende do tratamento e da educação que recebem ao longo da sua vida.
No nosso país existem leis. Leis que não se cumprem, nem se fazem cumprir. Este facto aliado à (grande) falta de civismo pode tornar-se – e torna-se! – muitas vezes, numa mistura explosiva. Diversas raças são treinadas para lutarem, para fazerem guarda, para atacarem sob determinadas ordens.
Não existem raças de cães más por natureza. A única raça má – com maldade inata – é a raça humana. Bem pior do que o cão, é o seu dono! O Homem é uma raça perigosa!
PS – Um cão, desde que bem tratado, nunca abandona o seu dono. Já o contrário não acontece. Quantos donos abandonam os seus animais, apesar destes sempre lhes terem dado atenção e carinho?
quinta-feira, 13 de março de 2008
Quando eu for grande...
O meu filho vai fazer cinco anos. Já?!... Está a crescer!
Nós, os pais, mal damos por isso mas o tempo está a passar (depressa demais).
Parece-me que ele está a crescer bem e que é um rapaz imaginativo e esperto. Recentemente, à pergunta “o que queres ser quando fores grande?”, respondeu que não queria ser grande; queria crescer, mas não queria ser grande.
Julgo que ele pensa que o mundo das pessoas grandes é um bocadinho chato. Eu concordo com ele. Por vezes, este mundo consegue encher-me de tédio. Chego mesmo a ter náuseas e vómitos das coisas que vou vendo (na rua e através da televisão).
Também eu, não raras vezes, desejo não ser grande. A verdade é que, de vez em quando, deixo mesmo de o ser e, como diz o meu filho, sou crescido mas sem ser grande. É preciso “fugir”! Deixar de viver a realidade e “viajar” para outro mundo. É preciso sonhar porque, só assim, conseguimos esquecermo-nos e alhearmo-nos, por pouco que seja, da realidade.
Nós, os pais, mal damos por isso mas o tempo está a passar (depressa demais).
Parece-me que ele está a crescer bem e que é um rapaz imaginativo e esperto. Recentemente, à pergunta “o que queres ser quando fores grande?”, respondeu que não queria ser grande; queria crescer, mas não queria ser grande.
Julgo que ele pensa que o mundo das pessoas grandes é um bocadinho chato. Eu concordo com ele. Por vezes, este mundo consegue encher-me de tédio. Chego mesmo a ter náuseas e vómitos das coisas que vou vendo (na rua e através da televisão).
Também eu, não raras vezes, desejo não ser grande. A verdade é que, de vez em quando, deixo mesmo de o ser e, como diz o meu filho, sou crescido mas sem ser grande. É preciso “fugir”! Deixar de viver a realidade e “viajar” para outro mundo. É preciso sonhar porque, só assim, conseguimos esquecermo-nos e alhearmo-nos, por pouco que seja, da realidade.
segunda-feira, 10 de março de 2008
A angústia terminou. O meu portátil está de volta. Ao que parece, agora, com uma “saúde de ferro”…
Foi accionada a garantia do fabricante e, apesar de eu achar que me deviam ter dado uma máquina novinha em folha, foi garantido que os dados não se perdessem. Os meus escritos estão a salvo – e (já) com cópia feita. Apesar de tudo, o pessoal técnico da marca funcionou bem e demoraram menos tempo do que o inicialmente previsto.
O meu velhinho PC mostrou que, apesar de lento e com pouca memória, ainda está aí para as curvas…
Foi accionada a garantia do fabricante e, apesar de eu achar que me deviam ter dado uma máquina novinha em folha, foi garantido que os dados não se perdessem. Os meus escritos estão a salvo – e (já) com cópia feita. Apesar de tudo, o pessoal técnico da marca funcionou bem e demoraram menos tempo do que o inicialmente previsto.
O meu velhinho PC mostrou que, apesar de lento e com pouca memória, ainda está aí para as curvas…
Homem Mau no "Apito Dourado"
Na semana que passou fui intimado para responder em tribunal no célebre caso “Apito Dourado”.
Convém esclarecer que não percebo nada de arbitragens, nem de apitos, nem de ouro e, ainda por cima, não gosto de futebol. Daí o meu espanto quando recebi uma carta a “convidar-me” a estar presente no Tribunal de Gondomar. Confesso que conheço alguns – poucos – dos, alegadamente, envolvidos no processo; mais da televisão e dos jornais, do que pessoalmente.
Tudo bem. É dever de qualquer cidadão colaborar com a justiça. Como eu escrevi no meu último post – nem de propósito!!!! -, “também nos cabe a nós fazer algo.” Qualquer um pode ser chamado a depor, se se achar que esse alguém pode trazer algo mais.
Mas que raio tenho eu a ver com tudo isto?
Passei a tarde dentro de uma sala minúscula com escritos nas paredes – as instalações do Tribunal de Gondomar não são as melhores mas, certamente, haverá piores pelo país –, que mais parecia uma cela do que uma sala de testemunhas.
Já dentro da sala de audiências devo ter sido confundido com algum criminoso procurado pela justiça. Pois, só assim, se justifica o tom grave e ameaçador – eu diria mesmo acusador – com que o advogado da acusação (suponho eu!) me dirigiu a palavra e me questionou.
Não gostei do tom dele! Eu diria mesmo que houve ali alguma indelicadeza.
Mal o Sr. Doutor me dirigiu a palavra, eu senti-me logo culpado. Aquilo não era nada comigo e eu já me estava a sentir culpado, tal era o tom ameaçador... Mas não tive tempo para grandes divagações. Ele “atirou-me” com um brusco: «RESPONDA À PERGUNTA!».
Apesar do tom ameaçador, quem não deve não t(r)eme, e eu não tinha mesmo nada a dizer que pudesse ser de alguma utilidade para o processo. Eu era uma peça que não encaixava naquele puzzle…
Fiquei a saber que fui chamado ao “Apito Dourado” porque o meu nome aparece no fundo de uma folha que os inspectores da Judiciária “confiscaram” na Câmara de Gondomar.
Pareceu-me que a acusação não tem grandes provas para conseguir uma condenação dos arguidos, pelo que está a aproveitar todos os supostos pontos fracos, ou menos claros, para chegar a algum lado.
Convém esclarecer que não percebo nada de arbitragens, nem de apitos, nem de ouro e, ainda por cima, não gosto de futebol. Daí o meu espanto quando recebi uma carta a “convidar-me” a estar presente no Tribunal de Gondomar. Confesso que conheço alguns – poucos – dos, alegadamente, envolvidos no processo; mais da televisão e dos jornais, do que pessoalmente.
Tudo bem. É dever de qualquer cidadão colaborar com a justiça. Como eu escrevi no meu último post – nem de propósito!!!! -, “também nos cabe a nós fazer algo.” Qualquer um pode ser chamado a depor, se se achar que esse alguém pode trazer algo mais.
Mas que raio tenho eu a ver com tudo isto?
Passei a tarde dentro de uma sala minúscula com escritos nas paredes – as instalações do Tribunal de Gondomar não são as melhores mas, certamente, haverá piores pelo país –, que mais parecia uma cela do que uma sala de testemunhas.
Já dentro da sala de audiências devo ter sido confundido com algum criminoso procurado pela justiça. Pois, só assim, se justifica o tom grave e ameaçador – eu diria mesmo acusador – com que o advogado da acusação (suponho eu!) me dirigiu a palavra e me questionou.
Não gostei do tom dele! Eu diria mesmo que houve ali alguma indelicadeza.
Mal o Sr. Doutor me dirigiu a palavra, eu senti-me logo culpado. Aquilo não era nada comigo e eu já me estava a sentir culpado, tal era o tom ameaçador... Mas não tive tempo para grandes divagações. Ele “atirou-me” com um brusco: «RESPONDA À PERGUNTA!».
Apesar do tom ameaçador, quem não deve não t(r)eme, e eu não tinha mesmo nada a dizer que pudesse ser de alguma utilidade para o processo. Eu era uma peça que não encaixava naquele puzzle…
Fiquei a saber que fui chamado ao “Apito Dourado” porque o meu nome aparece no fundo de uma folha que os inspectores da Judiciária “confiscaram” na Câmara de Gondomar.
Pareceu-me que a acusação não tem grandes provas para conseguir uma condenação dos arguidos, pelo que está a aproveitar todos os supostos pontos fracos, ou menos claros, para chegar a algum lado.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Postraumático
Pânico. Angústia. Medo. Muito medo.
Estou com um problema grave: o meu portátil fundiu-se!
É isso mesmo. Fundiu-se. Como uma lâmpada que, de repente, se apaga para nunca mais se voltar a acender, o monitor do meu portátil apagou-se.
Após o choque inicial, ainda estou na fase de recuperação.
Felizmente, o portátil, ainda está na garantia. O que não está garantido é que eu recupere os documentos que lá tinha… Os documentos e os “ensaios” de futuros posts para o blogue. Sinto-me em pânico, corro o risco de perder longos “ensaios” sobre os mais diversos temas; alguns publicados e, outros que, por qualquer motivo, passaram directamente ao “arquivo morto” e dos quais não possuo cópia alguma.
Na assistência da marca – que não vou divulgar, mas que já está na minha lista negra de marcas e produtos – disseram-me que vou estar nesta angústia, pelo menos, um mês. Apesar de estarmos em Fevereiro, este vai ser um longo mês…
Agora recorro ao meu lento e velhinho PC que já estava arrumado num canto. É desesperante trabalhar com uma máquina lenta depois de se estar habituado a outra mais rápida. Parece que nada funciona. É tudo em câmara lenta. Oh! Como nós só sabemos dar valor às coisas quando não as podemos ter. Oh! Angústia. Oh! Tristeza. Oh! Lentidão.
Quantos dias faltam?...
Estou com um problema grave: o meu portátil fundiu-se!
É isso mesmo. Fundiu-se. Como uma lâmpada que, de repente, se apaga para nunca mais se voltar a acender, o monitor do meu portátil apagou-se.
Após o choque inicial, ainda estou na fase de recuperação.
Felizmente, o portátil, ainda está na garantia. O que não está garantido é que eu recupere os documentos que lá tinha… Os documentos e os “ensaios” de futuros posts para o blogue. Sinto-me em pânico, corro o risco de perder longos “ensaios” sobre os mais diversos temas; alguns publicados e, outros que, por qualquer motivo, passaram directamente ao “arquivo morto” e dos quais não possuo cópia alguma.
Na assistência da marca – que não vou divulgar, mas que já está na minha lista negra de marcas e produtos – disseram-me que vou estar nesta angústia, pelo menos, um mês. Apesar de estarmos em Fevereiro, este vai ser um longo mês…
Agora recorro ao meu lento e velhinho PC que já estava arrumado num canto. É desesperante trabalhar com uma máquina lenta depois de se estar habituado a outra mais rápida. Parece que nada funciona. É tudo em câmara lenta. Oh! Como nós só sabemos dar valor às coisas quando não as podemos ter. Oh! Angústia. Oh! Tristeza. Oh! Lentidão.
Quantos dias faltam?...
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Caderno de (des)apontamentos
Este blog pretende ser um “caderno” de apontamentos e de desapontamentos do autor. Os factos aqui relatados são verídicos. Qualquer semelhança com a realidade não é coincidência… são mesmo coisas que (nos) acontecem.
Assim, estes escritos pretendem ser uma forma de manifestação na tentativa, ainda que estéril, de “fazer” algo para que o estado das coisas (no nosso país e no mundo) mude. Vamos fazer como o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, e denunciar aquilo que achamos que está mal. Temos de acabar com os alegados compadrios, com as alegadas sabotagens, com as alegadas corrupções, etc. Até porque, ao que parece, alegadamente, isto pretende ser um País democrático e civilizado.Vamos assumir, de uma vez por todas, que existem compadrios, sabotagens, corrupções, fugas ao fisco e tudo o resto. Vamos é fazer algo para que essas situações acabem… ou, em alternativa, caminhem, tendencialmente, para o seu fim. Afinal, este País também é nosso! Também nos cabe a nós – e não só aos Bastonários – fazer algo. Por muito pouco que seja, se, todos juntos, fizermos um pouco, na globalidade de todos os poucos, teremos muito.
Assim, estes escritos pretendem ser uma forma de manifestação na tentativa, ainda que estéril, de “fazer” algo para que o estado das coisas (no nosso país e no mundo) mude. Vamos fazer como o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, e denunciar aquilo que achamos que está mal. Temos de acabar com os alegados compadrios, com as alegadas sabotagens, com as alegadas corrupções, etc. Até porque, ao que parece, alegadamente, isto pretende ser um País democrático e civilizado.Vamos assumir, de uma vez por todas, que existem compadrios, sabotagens, corrupções, fugas ao fisco e tudo o resto. Vamos é fazer algo para que essas situações acabem… ou, em alternativa, caminhem, tendencialmente, para o seu fim. Afinal, este País também é nosso! Também nos cabe a nós – e não só aos Bastonários – fazer algo. Por muito pouco que seja, se, todos juntos, fizermos um pouco, na globalidade de todos os poucos, teremos muito.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Mais rápido do que a própria sombra…
Prevê-se que o comboio de alta velocidade venha a ter (pelo menos) uma linha em Portugal. Mas, como qualquer projecto que se preze, também este começa, logo de início, a mostrar como normalmente se fazem as coisas no nosso país.
Segundo a imprensa, a CCDRC (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro) pressionou dois técnicos a mudarem os seus pareceres (desfavoráveis) sobre o traçado da linha de alta velocidade entre Pombal e Alcobaça. Os técnicos não cederam às pressões e foram afastados do projecto TGV. As actas da Comissão de Avaliação que poderão conter informações (mais) esclarecedoras, cuja consulta é pública, não constam do processo.
O famoso TGV anda tão depressa, tão depressa, que ainda nem saiu do papel e, com a deslocação do ar à sua passagem, já fez “voar” as actas das reuniões da Comissão de Avaliação sobre o troço entre Pombal e Alcobaça.
Ao que perece já há slogan para a fase de arranque da linha de alta velocidade: TGV, mais rápido do que a própria sombra.
Segundo a imprensa, a CCDRC (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro) pressionou dois técnicos a mudarem os seus pareceres (desfavoráveis) sobre o traçado da linha de alta velocidade entre Pombal e Alcobaça. Os técnicos não cederam às pressões e foram afastados do projecto TGV. As actas da Comissão de Avaliação que poderão conter informações (mais) esclarecedoras, cuja consulta é pública, não constam do processo.
O famoso TGV anda tão depressa, tão depressa, que ainda nem saiu do papel e, com a deslocação do ar à sua passagem, já fez “voar” as actas das reuniões da Comissão de Avaliação sobre o troço entre Pombal e Alcobaça.
Ao que perece já há slogan para a fase de arranque da linha de alta velocidade: TGV, mais rápido do que a própria sombra.
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