A taxa de desemprego voltou a subir no nosso país – a notícia é recente mas não é novidade!
Recentemente o departamento de estatística da Comissão Europeia revelou os últimos números referentes à taxa de desemprego: em Portugal o desemprego está nos 7,5%.
Estes números contrariam a tendência dos restantes países na União Europeia, onde a indicação referente à taxa de desemprego é de estabilização. De referir que o valor da taxa de desemprego média na União Europeia se situa nos 6,8%. O nível de desemprego em Portugal é o quinto mais elevado da União Europeia, mas ainda assim, à frente da nossa vizinha Espanha onde, segundo o mesmo estudo, a taxa de desemprego se situa nos 9,9%...
O que é que os nossos governantes têm feito para contrariar esta subida da taxa de desemprego? Nada!
domingo, 6 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Agora é só votar...
As votações para o Super Blog Awards já começaram (ver post do dia 30 de Junho). Agora é só votarem.
Para votar é necessário estar registado no site da Super Bock (é fácil, rápido e ainda podem receber promoções da marca...). Depois do registo efectuado é só escolher a categoria - Isto vai dar merda! está na categoria “Actualidade, Notícias e Media” - e votar.
As votações terminam dia 31 de Agosto, mas não esperem pelo fim das férias... votem já!
Isto vai dar merda!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
O IVA baixou e os preços subiram…
O IVA desceu um por cento, nos produtos que estavam taxados a 21.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, que foi às compras a um hipermercado de Lisboa – com direito a carrinho e tudo… - e mostrou-se muito satisfeito com a queda dos preços.
Vê-se logo que o senhor Ministro não está habituado a ir às compras… ou então pensa que os portugueses andam a dormir!
Não sei que compras é que o senhor Ministro fez. Mas eu também fui às compras – o povinho precisa de comer!!! – e, além de deixar mais dinheiro do que o costume no supermercado, reparei que os transportes públicos também estavam mais caros e, nos combustíveis, certamente que a redução do IVA vai proporcionar um aumento de dois cêntimos…
Mas voltemos ao supermercado… A maioria dos produtos alimentares estão taxados a cinco e a 12 por cento. Só os produtos de higiene e os detergentes é estavam taxados a 21 por cento. Sendo assim, onde é que o senhor Ministro conseguiu poupar dinheiro suficiente para estar satisfeito? Será que comprou todo o stock existente de Skip máquina?
Esta descida do IVA não abrange os bens de primeira necessidade, pelo que o seu impacto na carteira dos portugueses não se fará sentir. Quem sai mais beneficiado com esta descida do valor do IVA, são os “grandes” consumidores que compram grandes ecrãs de plasma, carros de alta cilindrada ou casas de férias. Mais uma vez, este Governo esqueceu-se dos mais desfavorecidos.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, que foi às compras a um hipermercado de Lisboa – com direito a carrinho e tudo… - e mostrou-se muito satisfeito com a queda dos preços.
Vê-se logo que o senhor Ministro não está habituado a ir às compras… ou então pensa que os portugueses andam a dormir!
Não sei que compras é que o senhor Ministro fez. Mas eu também fui às compras – o povinho precisa de comer!!! – e, além de deixar mais dinheiro do que o costume no supermercado, reparei que os transportes públicos também estavam mais caros e, nos combustíveis, certamente que a redução do IVA vai proporcionar um aumento de dois cêntimos…
Mas voltemos ao supermercado… A maioria dos produtos alimentares estão taxados a cinco e a 12 por cento. Só os produtos de higiene e os detergentes é estavam taxados a 21 por cento. Sendo assim, onde é que o senhor Ministro conseguiu poupar dinheiro suficiente para estar satisfeito? Será que comprou todo o stock existente de Skip máquina?
Esta descida do IVA não abrange os bens de primeira necessidade, pelo que o seu impacto na carteira dos portugueses não se fará sentir. Quem sai mais beneficiado com esta descida do valor do IVA, são os “grandes” consumidores que compram grandes ecrãs de plasma, carros de alta cilindrada ou casas de férias. Mais uma vez, este Governo esqueceu-se dos mais desfavorecidos.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Ultimato ao XP
Apesar das petições que correm de “janela em janela” por toda a internet, a Microsoft vai concentrar os esforços no seu mais recente sistema operativo – o Windows Vista – e no próximo, a lançar em finais de 2009, actualmente conhecido como Windows 7.
É o princípio do fim daquele que, provavelmente, foi o mais eficiente sistema operativo da Microsoft.
É o princípio do fim daquele que, provavelmente, foi o mais eficiente sistema operativo da Microsoft.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Um Super Blog...
Pois é, a partir de hoje este é um blog inscrito no "Super Blog Awards", uma iniciativa da Super Bock que visa contribuir para a difusão dos melhores Blogs na língua de Camões e estimular os portugueses a participarem na consolidação da Identidade Portuguesa online. É portanto um prémio que se quer bem fresquinho. É um prémio à liberdade de expressão... Perdão, Xpressão fresquinha.
Vamos todos xpressarmo-nos mais!
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Oportunidade de negócio
Recentemente li num jornal diário que o Hospital do Barreiro contratou um médico oftalmologista espanhol para combater a lista de espera naquela especialidade médica.
Ao que parece, naquele Hospital, havia pacientes que aguardavam por uma intervenção cirúrgica há mais de um ano. Assim, esta foi a maneira (mais em conta) que o Hospital arranjou para diminuir a lista de espera.
O médico espanhol, em seis dias, realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas. Ou seja, segundo o jornal, fez tantas operações como cinco médicos portugueses num ano… e por metade do preço que normalmente é cobrado no serviço privado.
As notícias relatam que esta atitude da administração do Hospital do Barreiro causou algum mal-estar na Ordem dos Médicos e junto dos especialistas portugueses. Não percebo! Se as cirurgias foram bem realizadas e o respectivo acompanhamento médico garantido aos doentes, não só acho que é de louvar a atitude da administração do Hospital, como também acho que seria uma opção a ter em conta por outras instituições hospitalares e por outras especialidades onde as listas de espera são grandes.
A mim, parece-me é que está muita gente preocupada com as oportunidades de negócio que foram perdidas… Se há assim tanta falta de médicos no serviço público, que se baixem as médias para acesso à faculdade e que se abram novos estabelecimentos de ensino.
Ao que parece, naquele Hospital, havia pacientes que aguardavam por uma intervenção cirúrgica há mais de um ano. Assim, esta foi a maneira (mais em conta) que o Hospital arranjou para diminuir a lista de espera.
O médico espanhol, em seis dias, realizou 234 cirurgias a doentes com cataratas. Ou seja, segundo o jornal, fez tantas operações como cinco médicos portugueses num ano… e por metade do preço que normalmente é cobrado no serviço privado.
As notícias relatam que esta atitude da administração do Hospital do Barreiro causou algum mal-estar na Ordem dos Médicos e junto dos especialistas portugueses. Não percebo! Se as cirurgias foram bem realizadas e o respectivo acompanhamento médico garantido aos doentes, não só acho que é de louvar a atitude da administração do Hospital, como também acho que seria uma opção a ter em conta por outras instituições hospitalares e por outras especialidades onde as listas de espera são grandes.
A mim, parece-me é que está muita gente preocupada com as oportunidades de negócio que foram perdidas… Se há assim tanta falta de médicos no serviço público, que se baixem as médias para acesso à faculdade e que se abram novos estabelecimentos de ensino.
sábado, 14 de junho de 2008
Obrigado Scolari!
Ao que parece, já é oficial: Luiz Felipe Scolari vai deixar a Selecção Portuguesa no final do Euro 2008.Scolari conseguiu com a nossa Selecção (e com o país) aquilo que mais ninguém havia conseguido. Agora é preciso que quem vier a seguir saiba aproveitar e continuar o trabalho realizado por Scolari à frente da Selecção.
Ainda vou ver aqueles que criticaram o trabalho de Luiz Felipe Scolari à frente da Selecção, não só a elogiarem os resultados obtidos, mas também a desejar que ele não tivesse saído.
Obrigado Scolari!
quarta-feira, 11 de junho de 2008
A Febre da Selecção
Na última meia dúzia de anos o país viu-se infestado por uma estranha epidemia – que tem vindo a aumentar com o passar do tempo. Assim, de dois em dois anos, há um estranho vírus que afecta a maior parte dos portugueses; é uma peçonha que provoca febre, histeria e uma certa dose de loucura.
É a Febre da Selecção.
A Febre da Selecção, normalmente, ataca em força (como já disse, de dois em dois anos), pelo início do Verão, sendo que os seus sintomas se começam a fazer sentir por alturas do estágio. Finalmente, quando começa o torneio – Campeonato do Mundo ou da Europa –, a febre alastra-se e a histeria ataca mais forte em dias de jogo.
Mas esta estranha febre tem efeitos secundários. O país vai parando, cada vez mais, jogo após jogo, vitória após vitória. É a loucura generalizada e, durante duas ou três semanas, o país deixa de ter problemas; acabam-se as preocupações com a subida dos preços dos combustíveis e dos bens de consumo, acabam-se as preocupações com a precariedade de emprego, com as desigualdades sociais e com os salários de miséria.
Deixem o povo berrar por Portugal e pela Selecção, deixem-no desfraldar a bandeira nacional, enfeitar janelas e sacadas com o verde e rubro nacional. Afinal de contas, daqui a uns dias a febre passa… acaba-se o sonho e a ilusão. É o regresso ao pesadelo do dia-a-dia num Portugal triste e cheio de mágoas.
Vamos aproveitar esta euforia por Portugal e convertê-la a favor de uma nação (inteira) que precisa que o seu povo se una e, todo uno, faça com que o país se volte a erguer.
Bom, agora, vou vestir a minha camisola, pegar na minha bandeira e no meu cachecol e vou, juntamente com os meus colegas, gritar por Portugal e assistir ao jogo da Selecção.
Que ganhe o melhor… Que ganhem os melhores…
PORTUGAL!
É a Febre da Selecção.
A Febre da Selecção, normalmente, ataca em força (como já disse, de dois em dois anos), pelo início do Verão, sendo que os seus sintomas se começam a fazer sentir por alturas do estágio. Finalmente, quando começa o torneio – Campeonato do Mundo ou da Europa –, a febre alastra-se e a histeria ataca mais forte em dias de jogo.
Mas esta estranha febre tem efeitos secundários. O país vai parando, cada vez mais, jogo após jogo, vitória após vitória. É a loucura generalizada e, durante duas ou três semanas, o país deixa de ter problemas; acabam-se as preocupações com a subida dos preços dos combustíveis e dos bens de consumo, acabam-se as preocupações com a precariedade de emprego, com as desigualdades sociais e com os salários de miséria.
Deixem o povo berrar por Portugal e pela Selecção, deixem-no desfraldar a bandeira nacional, enfeitar janelas e sacadas com o verde e rubro nacional. Afinal de contas, daqui a uns dias a febre passa… acaba-se o sonho e a ilusão. É o regresso ao pesadelo do dia-a-dia num Portugal triste e cheio de mágoas.
Vamos aproveitar esta euforia por Portugal e convertê-la a favor de uma nação (inteira) que precisa que o seu povo se una e, todo uno, faça com que o país se volte a erguer.
Bom, agora, vou vestir a minha camisola, pegar na minha bandeira e no meu cachecol e vou, juntamente com os meus colegas, gritar por Portugal e assistir ao jogo da Selecção.
Que ganhe o melhor… Que ganhem os melhores…
PORTUGAL!
terça-feira, 10 de junho de 2008
Os livros que estou a ler #5
“O Caderno Dourado”, de Doris Lessing
Um romance sobre as ilusões perdidas de uma classe intelectual inglesa idealista e sonhadora que se julgava capaz de transformar a sociedade segundo o estipulado por Marx. “O Caderno Dourado”, considerado a obra-prima da autora, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário. Romance com uma estrutura “diferente”, constituído por cinco partes: Mulheres Livres com uma história por si só, e quatro cadernos coloridos, escritos por Anna Wulf, personagem central de Mulheres Livres. É considerado um clássico feminista por alguns estudiosos, mas não pela autora. A Academia Sueca classificou-a como “uma obra pioneira do movimento feminista, pertencendo ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX”.
Doris Lessing
Nasceu em Kirmansch, na Pérsia (actual Irão) em 1919. Ainda muito nova muda-se com a família para a Rodésia (actual Zimbabué). Começa aos sete anos a escrever, apesar da preferência da mãe incidir sobre a música. Deixou a escola aos 14 anos, sendo autodidacta em toda a sua formação posterior. Aos 30 anos, com dois casamentos desfeitos e três filhos, parte para Londres. Na mala levava um romance que seria publicado no ano seguinte, o seu primeiro êxito: “A Erva Canta” (“The Grass is Singing”, 1950). No entanto, foi com “O Caderno Dourado” (“The Golden Notebook”, 1962) que se tornou conhecida internacionalmente.
A escritora explorou vários estilos, inclusive a ficção científica nos cinco volumes da série “Canopus em Argos: Arquivos” (“Canopus in Argos: Archives”, 1979-1983). Temas de inspiração comunista, as tensões inter-raciais, a violência contra as crianças e a causa feminista foram alguns dos assuntos que serviram de mote à sua vasta obra. Doris Lessing escreveu mais de quatro dezenas de livros e recebeu o Nobel da Literatura 2007.
Autores que estão na minha mesa de cabeceira: Ruth Rendell e Eça de Queirós
Um romance sobre as ilusões perdidas de uma classe intelectual inglesa idealista e sonhadora que se julgava capaz de transformar a sociedade segundo o estipulado por Marx. “O Caderno Dourado”, considerado a obra-prima da autora, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário. Romance com uma estrutura “diferente”, constituído por cinco partes: Mulheres Livres com uma história por si só, e quatro cadernos coloridos, escritos por Anna Wulf, personagem central de Mulheres Livres. É considerado um clássico feminista por alguns estudiosos, mas não pela autora. A Academia Sueca classificou-a como “uma obra pioneira do movimento feminista, pertencendo ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX”.
Doris Lessing
Nasceu em Kirmansch, na Pérsia (actual Irão) em 1919. Ainda muito nova muda-se com a família para a Rodésia (actual Zimbabué). Começa aos sete anos a escrever, apesar da preferência da mãe incidir sobre a música. Deixou a escola aos 14 anos, sendo autodidacta em toda a sua formação posterior. Aos 30 anos, com dois casamentos desfeitos e três filhos, parte para Londres. Na mala levava um romance que seria publicado no ano seguinte, o seu primeiro êxito: “A Erva Canta” (“The Grass is Singing”, 1950). No entanto, foi com “O Caderno Dourado” (“The Golden Notebook”, 1962) que se tornou conhecida internacionalmente.
A escritora explorou vários estilos, inclusive a ficção científica nos cinco volumes da série “Canopus em Argos: Arquivos” (“Canopus in Argos: Archives”, 1979-1983). Temas de inspiração comunista, as tensões inter-raciais, a violência contra as crianças e a causa feminista foram alguns dos assuntos que serviram de mote à sua vasta obra. Doris Lessing escreveu mais de quatro dezenas de livros e recebeu o Nobel da Literatura 2007.
Autores que estão na minha mesa de cabeceira: Ruth Rendell e Eça de Queirós
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